Alemães celebram 28 anos da queda do Muro de Berlim: símbolo do fim do comunismo

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A capital alemã lembrou nesta quinta-feira os 28 anos da queda do muro de Berlim com um ato que contou com a presença do prefeito-governador da cidade, Michael Müller, e no qual rosas e velas homenagearam as 327 pessoas que morreram na fronteira interna alemã quando tentavam fugir para o Ocidente.

Dessas 327 pessoas, pelo menos 140 morreram no muro de Berlim, que se transformou no símbolo da Guerra Fria desde a sua construção, em 1961.

O Muro de Berlim representou durante muito tempo a presença do comunismo no mundo, por isso é a sua queda é indicada como o marco do Fim do Comunismo no planeta. A queda do muro naquele ano simbolizou a queda também da grande potência comunista, a União Soviética, que não mais tinha a força de outrora para se sustentar. Durante toda a década de 1980 a potência comunista enfrentou graves problemas dos mais variados tipos, fazendo ruir a estrutura que sustentou durante várias décadas. A vitória do capitalismo permitiu que esta ideologia entrasse no território soviético, fragmentando a antiga União Soviética, e permitindo que os países aderissem ao novo sistema.

28 anos

Embora este ano não seja um aniversário redondo, pode-se dizer que a queda do “muro da vergonha” completa um aniversário simétrico, já que esteve de pé também por 28 anos, até ser derrubado pela pressão popular em 9 de novembro de 1989.

Por isso, esta é uma das datas mais emblemáticas da História moderna.

Naquele dia, o “Muro de Berlim”, que separava a capital alemã em duas começou a ruir e o caminho para a reunificação foi aberto.

A estrutura quilométrica dividia o “mundo capitalista do mundo comunista” e “compartilhava” a Alemanha entre os vitoriosos da Segunda Guerra Mundial: a parte Ocidental, ficou nas mãos dos Estados Unidos, França e Reino Unido; a Oriental, nas mãos da União Soviética.

 Confira algumas das curiosidades sobre a construção: – Fechamento ‘da noite para o dia’ O muro, que no início não passava de uma grande cerca de arame farpado, começou a ser erguido à meia-noite e um do dia 13 de agosto de 1961 por ordens do governo comunista da Alemanha Oriental.

A justificativa era frear imediatamente a fuga de milhões de pessoas do lado Oriental e, com o passar dos meses, foi construída uma enorme estrutura de concreto, com direito a 300 torres de segurança e até 20 bunkers.

Ao longo da barreira, havia ainda espaço para 260 locais para cães de guarda e bombas terrestres chegaram a ser instaladas em alguns pontos. Existia até mesmo um sistema de iluminação especial, para verificar pegadas próximas ao muro, e os soldados tinham que tomar cuidado para não ultrapassarem os limites e serem considerados fugitivos.

Fugas: Apesar de toda a segurança, estima-se que mais de 100 mil alemães orientais tentaram fugir para o outro lado da fronteira entre 1961 e 1989 e mais de 600 foram mortos durante a tentativa.

Muitos também morriam por conta de “armadilhas” naturais, como a travessia de rios. No entanto, muitos historiadores afirmam que soldados ajudavam, sob pagamento de subornos, aqueles que conseguiam chegar ao lado ocidental do muro.

– O muro caiu antes do esperado: A história da queda do muro de Berlim poderia ter sido diferente não fosse uma coletiva de imprensa. Durante a conversa com o porta-voz do Ministério da Propaganda, Günter Schabowski, foi informado que seria liberada a viagem de alemães do ocidente para o leste.

Então, o jornalista italiano Riccardo Ehrman, que atuava como correspondente da ANSA na cidade, fez a fatídica pergunta ‘mas quando a lei entrará em vigor?’. ‘Imediatamente’, respondeu o alemão. No entanto, essa liberação ocorreria apenas no dia seguinte.

Porém, com as agências de notícias já publicando as matérias sobre essa nova informação, o povo do lado ocidental do muro foi até o lugar e começou a pressionar a abertura, iniciando a demolição do local.

Já a reunificação, de fato, das duas Alemanhas ocorreu no dia 3 de outubro de 1990 e teve como principal político o então chanceler Helmut Kohl.

– Passagens: Apesar do lado Ocidental saber rapidamente da notícia, a TV estatal do lado Oriental evitou noticiar o fato e, quando o fez, afirmou que era necessária uma autorização para fazer a passagem.

Enquanto isso, o tenente Harald Jäger liberou a passagem dos primeiros cidadãos ocidentais às 23h30 do dia 9 de novembro.

– Outros muros pelo mundo: Apesar do Muro de Berlim ter caído há quase 30 anos, a ideia de construir barreiras para impedir a passagem – ou a fuga – de pessoas ainda continua viva em muitos países.

Em junho de 2015, o porto francês de Calais inaugurou uma barreira para impedir que imigrantes entrem ilegalmente em barcos e naveguem pelo Canal da Mancha até o Reino Unido.

Também por causa da atual crise imigratória na Europa, o governo da Hungria ergueu um “muro defensivo” na fronteira com a Sérvia.

A barreira de 175 quilômetros tem quatro metros de altura é é feita de arame farpado.

A crise atual gerou dois outros muros – um entre a Áustria e a Itália, que teve a construção suspensa após acordos políticos, e outro entre Macedônia e Grécia. (ANSA)

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2 comentários

  1. É realmente uma data a ser comemorada não só na Alemanha, como em todo o mendo ocidental, que sofreu durante anos as atrocidades do comunismo que é sem duvida o mais cruel e violento de todos os regimes que o mundo conheceu! Portanto uma data a ser comemorada por todos que são contra a opressão! Parabéns!

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