Lava Jato a todo vapor: Moro ouve réus e testemunhas sobre cartel das empreiteiras

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Seis testemunhas de defesa do processo decorrente da primeira denúncia de cartel de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato devem ser ouvidas nesta segunda-feira (20) pelo juiz Sérgio Moro. São réus no processo cinco ex-executivos da Queiróz Galvão (Petrônio Braz Junior; André de Farias Pereira; Othon Zanoide; Augusto Amorin e Ildefonso Colares Filho) e três representantes da Iesa Óleo e Gás (Rodolfo Andriani; Valdir Lima Carreira e Otto Garrido Sparenber).

De acordo com a acusação, os representantes das empresas participaram da organização criminosa voltada para a corrupção, lavagem de dinheiro, formação de cartel e fraudes à licitação na Petrobras. Os depoimentos estão agendados para começar às duas da tarde e serão por videoconferência de Recife.

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre os anos de 2006 e 2014. Neste período, todos os contratos firmados entre as empresas e a estatal tiveram como contrapartida o pagamento de propina as Diretorias de Abastecimento e Serviços. Partidos políticos seriam responsáveis por manter os diretores da estatal nos cargos. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal em setembro do ano passado.

Na terça-feira (21), a partir das onze da manhã, estão previstos mais três depoimentos de testemunhas de defesa, entre elas o senador Benedito de Lira, do PP de Alagoas. Na quarta-feira (22), às duas da tarde, estão previstos os interrogatórios dos réus da fase da Lava Jato batizada de Cobra. Serão ouvidos o principal alvo desta etapa, o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e os irmãos e operadores financeiros, André Gustavo e Antônio Carlos Vieira. Bendine é acusado de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht para facilitar a participação da empreiteira em contratos com a estatal.

Os pagamentos teriam sido feitos em espécie pouco tempo depois dele assumir o cargo, entre os meses de junho e julho de 2015. Ele foi nomeado pela então presidente Dilma Rousseff justamente com a função de acabar com a corrupção na estatal. A denúncia foi recebida por Moro no final do mês de agosto. Os seis réus são acusados dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço às investigações.

 

Fonte: Paraná Portal

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