Marco Aurelio determina quebra de sigilo bancário de Aécio. PGR quer rastrear propina paga ao senador

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB, em investigação aberta a partir da delação premiada da delação premiada da JBS.

O ministro também quebrou os sigilos bancário e fiscal de Andrea Neves, irmã do senador, e de outros dois investigados no processo — Frederico Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, e o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, que trabalhou com o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), aliado do tucano.

A decisão de Marco Aurélio atendeu a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que quer com a medida rastrear repasses sob investigação entre o senador e a JBS.

Aécio, Andrea, Frederico e Mendherson foram denunciados por suspeita do crime de corrupção, após executivos da JBS fecharem um acordo de delação premiada e entregarem gravações do senador Aécio pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo.

Andrea, Frederico e Mendherson chegaram a ser presos, em maio, no curso das investigações, e desde 20 de junho estavam em prisão domiciliar por decisão da 1ª Turma do STF, da qual participa o ministro Marco Aurélio, relator desse processo.

Aécio passou a ser investigado a partir da delação premiada de executivos da JBS. O diálogo em que Aécio pede o dinheiro a Joesley foi gravado secretamente pelo empresário, que fechou acordo de colaboração premiada.

A Polícia Federal rastreou que parte desse valor foi entregue por um executivo da JBS ao primo de Aécio, Frederico, que repassou o dinheiro a Mendherson. Joesley afirma em sua delação que também tratou dos R$ 2 milhões com Andrea.

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