Presidente do Peru, apontado pela própria Odebrecht de receber propina, se nega a renunciar

Peru

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, defendeu sua permanência no cargo e negou qualquer possibilidade de renunciar, apesar das acusações de recebimento de propina da construtora brasileira Odebrecht.

“Nos custou muito recuperar a democracia, não vamos voltar a perdê-la”, disse o governante em pronunciamento em rede nacional, cercado de seus ministros. “Não vou me deixar amedrontar”, insistiu o presidente.

A imprensa local menciona a possibilidade de alguns de seus ministros se demitirem em desacordo com sua posição.

O partido de oposição que controla o Congresso no Peru, Força Popular, pediu na quinta-feira a renúncia de Kuczynski por “provas concretas de atos de corrupção” que o vinculam à Odebrecht, que o teria assessorado por quantias milionárias inclusive quando era ministro.

“É evidente que sua permanência no máximo cargo da nação é insustentável”, disse porta-voz da bancada parlamentar, Daniel Salaverry.

“Aqui o que o povo peruano exige que o presidente renuncie e que se dê uma transição constitucional para que o vice-presidente da República assuma a presidência do Peru”, declarou.

O ultimato virtual agrava a complicada situação do presidente, depois de a Odebrecht ter reconhecido na quarta-feira que pagou quase 5 milhões de dólares por assessorias de empresas vinculadas a ele entre 2004 e 2013.

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