Evo Morales inicia processo contra liberdade de imprensa e religiosa na Bolívia

Posted by

Evo

Jornalistas, advogados e lideranças cristãs da Bolívia estão denunciando a tentativa do presidente Evo Morales acabar com a liberdade de impresa e criminalizar a evangelização. O “Novo Código do Sistema Criminal” boliviano, proposto em dezembro e que deve ser aprovado em breve, trouxe uma série de mudanças na legislação, visando se conformar à visão bolivariana de sociedade.

Bispos católicos e pastores de diferentes igrejas evangélicas chamam atenção o artigo 88, que prevê com prisão de sete (7) a doze (12). O problema é que seu 12º parágrafo caracteriza como crime “o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto”. Nesta segunda-feira (8), centenas de evangélicos fizeram manifestações na capital La Paz.

Além dos líderes religiosos, também protestam os advogados e os jornalistas. Eles denunciam que o Novo Código do Sistema Criminal acaba com a liberdade de imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação”. Na prática, eles preveem prisão para quem fizer denúncias contra o governo e os políticos bolivianos.

Quarto mandato

Em dezembro, o presidente boliviano se autoproclamou candidato às eleições de 2019, encerrando o debate que emergiu em torno de uma nova candidatura, contra a qual diferentes grupos sociais protestaram em quatro cidades do país. Ainda que uma decisão judicial permita que ele concorra novamente, a decisão do chefe de Estado contraria o resultado do referendo do ano passado, que lhe negava a possibilidade de se reeleger.

— Estamos reabilitados para 2025, isso não está em debate. A direita perde seu tempo, disse Morales. Há12 anos foi registrada a sua primeira vitória eleitoral de Morales. “Este é um processo imparável, um caminho sem retorno. Jamais irá a direita nos derrotar”.

Vários líderes sindicais alinhados ao governo expressaram seu apoio a Morales:

— Irmão Evo, este é povo que diz que sim, tem de continuar como presidente — afirmou Jacinto Herrera, dirigente da Confederação Sindical Única dos Trabalhadores Camponeses da Bolívia (CSUTCB).

Em fevereiro do ano passado, ele perdeu por ampla margem um referendo no qual buscava se habilitar para o período 2020-2025.

Ainda que as urnas tenham negado a possibilidade de disputar um quarto mandato, uma decisão do Tribunal Constitucional lhe concedeu, em novembro, aval para se reeleger indefinidamente ao cargo, o que a oposição considerou como um golpe a democracia.

 

*Com informações do jornalista Jarbas Aragão, do Gospel Prime.

Advertisements
Anúncios

Deixe uma resposta