Europa, Canadá e 14 países da América Latina se posicionam contra Maduro

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Os chanceleres dos 14 países do Grupo de Lima, que inclui governos da América Latina mais o Canadá, e se reuniram ontem (13) na capital peruana, Lima, para debater as eleições na Venezuela e rejeitaram a convocação antecipada do pleito eleitoral por parte do ditador de Nicolás Maduro.

O grupo criticou a decisão do governo da Venezuela de realizar uma eleição presidencial no dia 22 de abril sem chegar a um acordo com uma coalizão da oposição. Em um comunicado, os países disseram que a eleição não será livre e justa enquanto a Venezuela tiver prisioneiros políticos, a oposição não estiver participando plenamente e venezuelanos no exterior não tiverem permissão para votar, exortando Caracas a apresentar um novo calendário eleitoral. “Não podem haver eleições livres e justas sem a plena participação dos partidos políticos”, segundo a declaração conjunta lida pela chanceler peruana Cayetana Aljovín.

A ministra anfitriã afirmou ainda, após a conclusão do encontro, que a presença do presidente venezuelano Nicolás Maduro na Cúpula das Américas no Peru, em abril, não será bem-vinda.

 

O Parlamento Europeu (PE) também se posicionou e os deputados criticaram a decisão unilateral da Assembleia Nacional Constituinte “ilegítima, que não é reconhecida nem internacionalmente nem pela União Européia (UE)”, de convocar eleições presidenciais antecipadas.

A assembleia europeia avisou que “apenas eleições assentes num calendário eleitoral realista, acordadas no contexto do diálogo nacional com todos os intervenientes pertinentes e todos os partidos políticos, juntamente com a garantia de condições de participação idênticas para todos, equitativas e transparentes (…) serão reconhecidas pela UE”.

O PE recordou também a sua disponibilidade para enviar uma missão de observação eleitoral, se todas as condições necessárias estiverem preenchidas, e realçou que muitos potenciais candidatos não estarão em condições de poder concorrer porque se encontram exilados, sujeitos a medidas de inibição de direitos administrativos, detidos ou em prisão domiciliária.

Os eurodeputados apelaram ainda às autoridades venezuelanas para que autorizem a entrada da ajuda humanitária sem entraves e com caráter de urgência e permitam o acesso das organizações internacionais que pretendem prestar assistência aos cidadãos.

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1 comentário

  1. Ainda bem que alguém está se movimentando por, se possível por u ponto final nas intenções didatiriais de Maduro, fazendo o povo sofrer as mais terríveis atrocidades, a principal a fome!

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