STF solta amigos de Temer alvos de operação Skala

 

Temer Lula 2

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso acolheu na noite deste sábado o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para soltar os presos da operação Skala, deflagrada na última quinta e que mirou pessoas próximas ao presidente Michel Temer.

Na decisão, o ministro ordenou a emissão de alvará para soltar imediatamente os investigados. Nove pessoas estão presas na sede da PF em São Paulo e uma no Rio de Janeiro.

O coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer e apontado como seu operador de propinas, deixará a prisão sem ter prestado depoimento à PF e à PGR. Na sexta-feira, os investigadores tentaram ouvi-lo, mas ele ficou em silêncio e seus advogados alegaram que Lima Filho não tinha condições físicas e psicológicas para ser ouvido. Há nove meses ele não comparece nas oitivas convocadas pelos delegados sob a alegação de ter problemas de saúde.

Já o advogado, ex-assessor e amigo do presidente José Yunes foi um dos presos que chegou a depor duas vezes nesse período. No entanto, Yunes negou envolvimento em irregularidades ligadas ao setor de portos.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a revogação das prisões com o argumento de que as medidas já haviam cumprido o seu objetivo legal: ouvir os investigados e fazer buscas em endereços ligados a eles.

Ela pediu também a revogação dos pedidos de prisão inclusive de membros da família Torrealba, que estavam no exterior no dia das prisões. Os advogados de Gonçalo Borges Torrealba, Rodrigo Borges Torrealba e Ana Carolina Borges Torrealba informaram à PGR que seus clientes estão voltando ao Brasil para prestar esclarecimentos. A família é uma das donas do grupo Libra, que explora uma área no Porto de Santos e é suspeita de ter se beneficiado de mudanças na legislação do setor.

SKALA

A operação que levou à prisão amigos de Temer, empresários e um ex-ministro foi deflagrada pela Polícia Federal na última quinta (29).

Foram presos temporariamente pela PF:

  • José Yunes, advogado, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer;
  • Antônio Celso Grecco, empresário, dono da empresa Rodrimar;
  • João Batista Lima, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo e amigo de Temer;
  • Wagner Rossi, ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente da estatal Codesp;
  • Milton Ortolan, auxiliar de Wagner Rossi;
  • Celina Torrealba, uma das donas do Grupo Libra;
  • Eduardo Luiz de Brito Neves, proprietário da MHA Engenharia;
  • Maria Eloisa Adensohn Brito Neves, sócia nas empresas MHA Engenharia e Argeplan;
  • Carlos Alberto Costa, sócio fundador da Argeplan e ex-sócio da AF Consult Brasil;
  • Carlos Alberto Costa Filho, sócio da AF Consult Brasil.

Entre sexta e sábado, a PF colheu o depoimento de todos os presos, com a presença de procuradores da República que atuam na Secretaria da Função Penal Originária no Supremo Tribunal Federal (STF), estrutura da PGR responsável pelos inquéritos que investigam autoridades com foro privilegiado.

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1 comentário

  1. SEM QUERER ENTRAR NO SENTIDO DA QUESTÃO, ESSA HISTÓRIA DO ENVOLVIMENTO DO DEPUTADO MICHEL TEMMER, COM “”VANTAGENS AUFERIDAS NOS PORTOS, SÃO ANTIGAS””. AS ACUSAÇÕES SÃO ATUALIZADAS. ENTÃO SERIA SEM DÚVIDAS DEVIDAMENTE INVESTIGADAS, PARA ECLARECER A REAL SITUAÇÃO DO ASSUNTO. // PELO PERFIL DO S “AMIGOS ” DOPRESIDENTE, NEM PRECISA PRENDE-LOS. ESTÃO SEMPRE DISPONÍVEIS INDEPENDENTE DAS ACUSAÇÕES SÃO ATÉ PROVA FATAL CONTRÁRIA , PESSOAS DE BEM , INVESTIG-Á-LAS É DEVER DO ESTADO.

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