Ordem de prisão deixa cúpula do PT desnorteada

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O decreto de prisão de do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sergio Moro provocou uma reação imediata dos aliados e de movimentos sociais que prometem se contrapor à ordem do magistrado. Até o fim da noite desta quinta-feira, a ideia era aumentar cada vez mais o número de militantes na porta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, em São Bernardo do Campo, para fazer um cordão humano em torno de Lula.O ex-presidente se reuniu com a cúpula do PT no sindicato dos Metalúrgicos do ABC, organização da qual foi presidente na década de 1970, em São Bernardo do Campo (SP). O petista foi para o sindicato logo após saber da ordem de prisão expedida pelo juiz Sergio Moro.

A ordem de prisão deixou a cúpula do PT surpresa e atrapalhou os planos da sigla, que planejava uma série de atos até o dia que julgavam ser possível a prisão do petista, o próximo dia 10.

Acompanham Lula a ex-presidente Dilma Rousseff, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o deputado Paulo Pimenta, o senador Lindbergh Farias, o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, os governadores Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piauí) e Wagner Santana, presidente do sindicato.

Grupos dos movimentos dos Sem Terra e dos Sem Teto, além de militantes, seguiram em caminhada de diferentes pontos de São Bernardo do Campo para um grande ato de apoio ao ex-presidente em frente ao sindicato.

Do lado de fora, aumentava a cada minuto durante a noite o número de apoiadores. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocou sindicatos a mobilizarem caravanas. Moradores da ocupação Povo Sem Medo, uma das maiores da cidade, atenderam ao chamado da direção e seguiram em peso para a região central da cidade.

Enquanto Lula discutia dentro do sindicato com dirigentes e advogados o que fazer diante da decisão de Moro, do lado de fora apoiadores gritavam palavras de ordem e levavam faixas em que estava escrito “Não à prisão de Lula”. O público, na noite de ontem, era muito maior do que o reunido para acompanhar o julgamento do habeas corpus pelo STF, na última quarta-feira.

Na expectativa de ser beneficiado por uma medida liminar, Lula deve esperar até o prazo final dado por Moro para se apresentar à Polícia Federal. Uma outra hipótese defendida por petistas é que ex-presidente não se entregue e sim aguarde os agentes irem prendê-lo no local, o que pode contribuir para acirrar ainda mais os ânimos. Nesse caso, o ex-presidente se entregaria após caminhar no meio dos seus apoiadores.

A grande aposta dentro do partido é que as ações declaratórias de constitucionalidade sejam colocada em votação no STF, já na próxima semana, para que a estada de Lula na cadeia seja breve. O entendimento é que se o caso for ao plenário, a ministra Rosa Weber se posicionará contra a prisão antes de esgotados os recursos.

O juiz Sergio Moro determinou que Lula se entregue até amanhã às 17h na Polícia Federal de Curitiba. Os advogados do ex-presidente ainda não divulgaram se o petista planeja ou não se entregar.

 

 

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