Kanitz analisa Bolsonaro e a administração em tempos de guerra à corrupção

Kanitz Bolsonaro.jpg

 

Por Stephen Kanitz*

Vale a pena estudar a campanha presidencial do General Eisenhower de 1953, para avaliar as chances de Bolsonaro em 2018.

Embora Eisenhower tenha sido um General e um herói nacional enquanto Bolsonaro é somente um Capitão, é bom lembrar que Eisenhower era um militar que não somente ganhou a eleição, mas foi reeleito.

Eisenhower venceu com duas bandeiras: combate ao Comunismo e Corrupção da era Truman, mesmíssimos temas desta campanha de 2018.

Eisenhower também não entendia de economia, mas seu governo foi exemplar porque ao contrário da maioria dos Presidentes dos Estados Unidos, entendia de administração e muito.

Administrar um exército, especialmente em tempos de guerra é saber administrar crises, com recursos escassos, sob enorme pressão, como ninguém.

Utilizamos até hoje dezenas de técnicas desenvolvidas por militares na área de comunicação, logística, motivação e treinamento, inclusive a Matriz criada pelo próprio.

Os Estados Unidos ganharam a guerra não pela bravura de seus soldados, mas pela eficiência da sua máquina de guerra.

Eisenhower, seguindo o bom senso, escolheu nada menos do que nove administradores profissionais como seus ministros e secretários a seguir:

George P. Baker, Diretor da Harvard Business School.

Charles Erwin Wilson, the CEO of General Motors, Secretário da Defesa.

Neil H. McElroy presidente da Procter & Gamble.

George M. Humphrey, CEO da Hanna Mining para Ministro da Fazenda.

Douglas McKay, Ministro do Interior, dono de uma distribuidora de automóveis.

Sinclair Weeks, director of the National Association of Manufacturers.

John Ed Warren, Senior Vice President of First National City Bank.

Harold Boeschenstein, President of Owens-Corning Fiberglass – Emergency Production Agency.

Frank Pace Jr., Executive Vice President of General Dynamics.

Agora compare esses nomes com os que os Militares de 64 e o Bolsonaro, até agora, escolheram para orientá-los.

*Stephen Kanitz é administrador, consultor de empresas e conferencista internacional

Anúncios

1 comentário

  1. Quero saber como esse candidato vai administrar o país em tempos que a nação todas em crise política . Este sim tem que voltar no tempo que as pessoas respeitavam os militares e estes tinham vozes ativas para com a população. Onde a moral e civismo existia. Hoje as pessoas não sabem nem o que é isto. Começar pelos próprios políticos. Só a querem legislar em causa própria. Um Lula da vida, que dizia que ia salvar o país,o que fez : só besteira , não aproveitou a oportunidade que Deus lhe deu ,e nem que o povo Brasileiro confiou. Outro Aecio, tinha tudo pra ser um excelente presidente se vulgarizou. O próximo Presidende tem que pensar no crescimento do país , na evolução da Educação , na melhoria da saúde. E modernidade pra nação. E votar no tempo , onde o país praticava a moral e civismo. E não a lei do Gerson: De só levar vantagens.

Deixe uma resposta