MP abre inquérito para investigar Alckmin sobre propina de R$ 10 milhões

Alckmin

O Ministério Público de São Paulo abriu nesta sexta-feira (20) um inquérito civil para investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). O inquérito apura suspeita de prática de atos de improbidade administrativa por caixa 2, com o pagamento pelo grupo Norberto Odebrecht de vantagem indevida a Alckmin.

O ex-governador foi apontado por três delatores como recebedor de propina da Odebrecht em caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014. Segundo executivos da empreiteira, o cunhado de Alckmin, Adhemar César Ribeiro, teria recolhido os valores em nome do político. Benedicto Júnior, acusado de fazer parte do departamento de operações estruturadas da empresa, o chamado departamento da propina, disse que, no total, foram destinados R$ 10 milhões de caixa dois às campanhas de Alckmin em 2010 e 2014.

Alckmin foi citado por três delações da Lava Jato por ter recebido R$ 10 milhões.

A portaria do inquérito aberto nesta sexta-feira foi assinada pelos promotores Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Milani.

Arnaldo Cumplido era responsável na Odebrecht pelas obras do metrô e relatou que o repasse na campanha de 2014 de R$ 8 milhões tinha uma relação indireta com as obras da linha seis do metrô, a laranja. A Odebrecht fazia parte do consórcio que fez parceria com o governo do estado para realizar as obras.

Sem foro, mas protegido

Alckmin, como governador, tinha foro privilegiado e o caso foi para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, no fim de 2017. No dia 6, Alckmin renunciou ao cargo para disputar as eleições presidenciais de outubro e perdeu o foro privilegiado.

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo pediram, então, à Procuradoria-Geral da República em Brasília para receber o inquérito. Mas a PGR indicou ao Superior Tribunal de Justiça que a suspeita era de crime eleitoral. Por isso, o STJ enviou para a Justiça Eleitoral em São Paulo.

No último dia 11, a ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Nancy Andrighi enviou inquérito contra Alckmin para a Justiça Eleitoral do Estado. Para disputar as eleições de outubro, Alckmin renunciou ao cargo de governador e, portanto, deixa de ter direito ao foro privilegiado.

No dia 12, o advogado de Alckmin defendeu o ex-governador. “Acho que a investigação está sendo feita, é normal que o seja, mas a minha expectativa é que, em breve, tudo seja esclarecido e, se houver culpados, que se puna quem realmente cometeu algum ilícito. mas, em relação ao governador, estamos muito tranquilos”, disse José Eduardo Alckmin.

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1 comentário

  1. O BRASIL, NÃO PODE MAIS ACEITAR “AVENTUREIROS”. NÓS BRASILEIROS VAMOS TER QUE OPTAR PELO CANDIDATO QUE NOS DEBATES DA TV SE APRESENTEM A FICHA LIMPA EXPERIÊNCIA PÚBLICA ADMINISTRATIVA-EXECUTIVA-LEGISLATIVA . NÃO É QUALQUER UM QUE POR TER SIDO ISSO, OU AQUILO QUE IRÁ LEVAR NÓS ELEITORES NA CONVERSA! ESSE CANDIDATO EXISTE. E DESDE JÁ “PODEMOS ” AGUARDAR/// NÃO É POSSÍVEL CORRER O RISCO DE NOVOS OPORTUNISTAS, OU PESSOAS PESSOALMENTE QUALIFICADAS MAS SEM EXPERIÊNCIA E TRANSITO NO MEIO POLÍTICO COM LIBERDADE E PERSONALIDADE RESPEITÁVEL!!!!!!!. POIS, NÃO SENDO ASSIM : O MELHOR É : I N T E R V EN Ç Ã O CÍVICO M I L I T A R :HOJE !!.

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