“Somos prisioneiros da armadilha social-democrata”, diz Paulo Guedes

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Economista com Ph.D. pela Universidade de Chicago, conhecida pelo viés liberal, Paulo Guedes tem sido o principal conselheiro do presidencial Jair Bolsonaro, que já o mencionou como seu futuro ministro da Fazenda, caso seja eleito. Guedes também tem dado detalhes sobre será a condução da economia no governo Bolsonaro. Em recente entrevista para o Globo, ele disse que é preciso reformar radicalmente o aparelho do Estado.

 

“Somos prisioneiros cognitivos de obsoleta armadilha social-democrata. A modernização exige reforma política que valorize partidos e seus programas no atacado, e não as compras de votos mercenários no varejo como agentes da governabilidade. Reforma do Estado que assegure o controle sobre os gastos públicos. Reforma fiscal que descentralize recursos e atribuições para Estados e municípios. Reforma tributária que reduza drasticamente o número de impostos e suas alíquotas. Desburocratização radical. Marcos regulatórios atraentes para investimentos em infraestrutura. Abertura da economia. Reformas trabalhista e previdenciária que permitam baixar encargos, ampliar a base de contribuintes, criar milhões de empregos formais, aumentar a produtividade e o salário dos trabalhadores, democratizar os lucros e a acumulação de riqueza, elevar a taxa de poupança, melhorar a eficiência dos investimentos e acelerar o crescimento econômico.”

Gudes circula em meios intelectuais e empresariais e tem trajetória marcada por iniciativas de criação de negócios e think tanks – é um dos fundadores do Instituto Millenium, centro de pensamento voltado à disseminação de ideias liberais.

Foi professor e fundador do grupo financeiro BR Investimentos, da qual passou a ser sócio, integrante dos comitês estratégico e executivo. Foi um dos quatro criadores do Banco Pactual. CEO e sócio majoritário do Ibmec, hoje Insper, e membro de conselhos de administração de empresas

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