União Europeia, Estados Unidos, Canadá e mais 12 países da América Latina não reconhecem resultado na Venezuela

Maduro internacional

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, enfrentou nesta segunda-feira uma nova onda de condenação internacional depois de ter sido reeleito na votação deste domingo, marcada por denúncias de fraude, boicote da oposição e alta abstenção. O presidente foi reeleito com 67,7% dos votos.

Antes da realização das eleições, Estados Unidos, Canadá, União Europeia (UE) e vários países latino-americanos já haviam afirmardo que a eleição não é justa, nem transparente, e acusaram Maduro de sufocar a democracia. Os EUA anteciparam há um mês que não reconheceriam o resultado do pleito.

Veja a seguir as reações à reeleição de Maduro:

Grupo de Lima
O grupo formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia declarou que não reconhece a legitimidade das eleições e que irá convocar seus embaixadores em Caracas para expressar protesto.

O comunicado divulgado pelo grupo informa ainda que os países reiteram sua preocupação com a situação na Venezuela e vão submeter uma resolução sobre isso em sua Assembleia Geral. A nota ainda diz que o Grupo irá discutir um possível apoio para questões de imigração e saúde.

Brasil
O Ministério das Relações Exteriores afirmou por meio de nota oficial que a eleição presidencial na Venezuela não teve “legitimidade” nem “credibilidade”. Na nota, o Itamaraty disse que o governo venezuelano não atendeu as reivindiações internacionais para uma eleição “livre e justa”.

“Nas condições em que ocorreu – com numerosos presos políticos, partidos e lideranças políticas inabilitados, sem observação internacional independente e em contexto de absoluta falta de separação entre os poderes – o pleito do dia 20 de maio careceu de legitimidade e credibilidade”, afirmou o Itamaraty.

Sebastián Piñera, presidente do Chile
Pouco antes do anúncio da vitória de Maduro, Piñera tuitou: “As eleições na Venezuela não cumprem com os padrões mínimos de uma verdadeira democracia. Não são eleições limpas e legítimas e não representam a vontade livre e soberana do povo venezuelano. O Chile, como a maioria dos países democráticos, não reconhecem estas eleições”.

Panamá
“O governo da República do Panamá não reconhece os resultados das eleições celebradas neste domingo, 20 de maio, na República Bolivariana da Venezuela, por não considerar o processo como democrático nem participativo”, diz o post do governo no Twitter.

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