Peritos da PF vão ao STF defender voto impresso para “garantir segurança nas eleições”

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Perito Urna
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) pediu ao Supremo Tribunal Federal para figurar como parte interessada numa ação que julga o voto impresso instituído na minirreforma eleitoral de 2015.
No pedido, a instituição alega que a urna eletrônica não é confiável e que é preciso um sistema “análogo” em paralelo, para garantir a segurança do voto.
“Todo e qualquer sistema unicamente eletrônico está sujeito a falhas e, por isso, a incorporação de um componente analógico de auditoria aumenta de forma substancial sua segurança. Essa é uma constatação prática que orienta a segurança da informação no mundo todo”, disse Marcos Camargo, presidente da Associação.
Ainda segundo Camargo, o voto impresso não será levado para casa pelo eleitor. “O eleitor lê o comprovante através de um visor, ainda na cabine de votação secreta, sem tocar o papel ou levá-lo para a casa”, afirma o presidente da APCF.
As instituições que são contra a lei afirmam que a impressão viola o direito ao voto secreto.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade 5889 foi movida pela Procuradoria-Geral da República contra trecho da minirreforma eleitoral de 2015 sobre o voto impresso. Na visão da PGR, a impressão de um comprovante compromete o sigilo do voto.

O tema deve ser julgado pelo tribunal nesta quarta-feira (6).

A APCF representa a carreira da Polícia Federal que tem participado dos testes nas urnas. De acordo com a lei, o voto impresso deve funcionar da seguinte maneira: após a conclusão da votação na urna eletrônica, deve ser impresso um comprovante para o eleitor conferir se o sistema registrou seu voto corretamente.

Curta República de Curitiba
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5 comentários

  1. Meu Deus, quanto interesse em manter uma urna fraudavel! De maneira escancarada, é passado ao eleitor, a necessidade vital, de algumas ” autoridades” em manter a falta de seriedade durante as eleições. Nosso Brasil, submetido a esse tipo de conduta.