“Tiram o Brasil dos trilhos”, diz Dallagnol sobre decisão de Gilmar, Toffoli e Lewandowski

 

deltan 123

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, afirmou nesta quarta-feira (27) que as “decisões dos Ministros Gilmar, Toffoli e Lewandowski sobre preventivas e execução provisória tiram o Brasil dos trilhos que poderiam conduzir ao rompimento da impunidade dos poderosos.”

Ontem, por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu soltar o ex-ministro José Dirceu. Condenado a 30 anos e 9 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Lava Jato, ele já havia começado a cumprir a pena neste ano.

Veja abaixo a declaração completa do procurador sobre o fato.

“Decisões dos Ministros Gilmar, Toffoli e Lewandowski sobre preventivas e execução provisória tiram o Brasil dos trilhos que poderiam conduzir ao rompimento da impunidade dos poderosos. São imenso retrocesso em termos de império da lei (rule of law). É esse Brasil que queremos?

A soltura de Dirceu, por exemplo, pode significar soltura dos demais presos da Lava Jato, salvo nos casos de prisão preventiva mantidas em todos os 4 tribunais – basta lembrar das recentes solturas determinadas pelo Min Gilmar para perceber que as comportas da Justiça estão se fechando.

Desobedecendo ao colegiado do STF, os três Ministros não reconheceram a execução da pena após a decisão em 2ª instância. Tentaram disfarçar, mas violação é clara. Não tem sentido dizer que o STF não autorizou prisão em 2ª instância de modo automático. Caso se exigissem requisitos de prisão preventiva, para além da confirmação da sentença em 2ª instância, não se trataria de execução provisória, e sim prisão preventiva.”

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2 comentários

  1. Esse procurador faz um desserviço ao Brasil, levou o país pro buraco e deveria ser exonerado do serviço público quando não, preso exemplarmente com algemas nas mãos e correntes com algemas nos pés. É preciso que seja investigado como e porque defende tanto que alguém seja investigado, julgado e punido de maneira inconstitucional.

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