Museu Nacional: cientista arromba porta de prédio em chamas para recuperar peças ‘insubstituíveis’

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O professor Paulo Buckup se juntou a outros colegas que arrombaram portas de gabinetes e saíram levando o maior número possível de gavetas com compartimentos separados contendo espécimes de moluscos – uma pequena parcela do inventário de dezenas de milhares espécimes da fauna da América do Sul mapeados e guardados no acervo do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio, que sofreu grave incêndio na noite de domingo.

“Esses exemplares foram usados nas descrições originais de espécies da fauna sulamericana de moluscos, tanto marinhos quanto de água doce. Esse material é único porque é a base para conhecer as espécies descritas ao longo do último século. Sem isso, perdemos esse registro”, afirma Buckup.

Buckup calcula terem conseguido salvar “alguns milhares” de espécimes de moluscos – uma quantidade “ínfima” diante da escala desta coleção. “Foram perdidas não sei quantas dezenas de milhares de insetos, como, por exemplo, todo o material de aranha e de crustáceos”, afirma.

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