“Vou entrar no circuito, tá bom?”, disse Pezão para ajudar o amigo Cabral na prisão

O pedido de prisão feito pela Procuradoria Geral da República revela que a organização criminosa que tomou conta do Estado do Rio de Janeiro segue ativa e o atual governador é um importante membro da facção.

Após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer suspender o sigilo do pedido de prisão do governador Pezão, foi possível ter acesso aos 25 bilhetes em que o nome do governador do Rio de Janeiro e codinomes relacionados a ele aparecem ao lado de valores, que, somados, ultrapassam R$ 2,2 milhões, além da transcrição de uma conversa telefônica em que Pezão foi gravado.

Na conversa, Pezão é comunicado por um político do Rio de Janeiro que, durante uma inspeção do Ministério Público Estadual no presídio de Bangu 8 no dia 24 de julho deste ano, o ex-governador Sérgio Cabral não atendeu a uma ordem de ficar de frente para a parede. Cabral se negou e disse que era detento e não preso.

Os promotores, então, chamaram a polícia e Sérgio Cabral foi conduzido para uma outra cela. Esse político ligou para Pezão e contou o ocorrido. Pezão, então, perguntou em que poderia ajudar:

Pezão: “O que é que posso, o que você acha que posso fazer aí, o que dá pra gente fazer?”

Interlocutor: “Ô, governador, acho que talvez falar com o diretor aqui vê se, assim…”

Pezão: “Tá.”

No fim da conversa, Pezão conclui: “Vou entrar no circuito, tá bom?”.

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