Entenda a Operação “Lava Toga” e a sua gravidade

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No final da tarde de hoje (12/12), tanto órgãos de imprensa sem verba estatal (O Antagonista), como os tradicionais (Globo), começaram a noticiar pânico no mundo jurídico, em especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com rumores de que Orlando Diniz estaria negociando um acordo de colaboração premiada.

Orlando Diniz foi preso pela Lava Jato do RJ e solto por Gilmar Mendes em meados deste ano. Ele presidia a Fecomercio, entidade que lá controla Sesc e Senac e as polpudas verbas do chamado sistema S, recolhidas de nós contribuintes quando se paga a GPS ao INSS.

Por meio da entidade, Silva teria pago 180 milhões de reais em honorários de advogados para a defesa de figurões do PT. Ainda não está confirmada a informação de que a delação envolveria o advogado-compadre do presidiário Lula, Dr. Roberto Teixeira, e 3 ministros do STJ. 28 dos 33 ministros da Corte foram nomeados por Lula, Dilma ou seu vice, Temer. A Corte tem importância prática imensa e julga causas com um valor total que provavelmente ultrapassa a dimensão econômica dos julgados do STF, pois o STJ é última instância para qualquer causa que não tenha discussão constitucional ou foro privilegiado no STF.

O chamado sistema S recebe no Brasil cerca de 20 bilhões por ano e está dispensado de contratar por licitações e concursos, bem como de controle por Tribunais de Contas. Nos últimos anos a União tem tentado reduzir essa verba, mas CNI, CNC, CNA e CNT têm tido sucesso em evitar isso no Congresso. O futuro ministro Paulo Guedes já antecipou que irá mexer nesse vespeiro de privilégios e ralo de recursos públicos.

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3 comentários

  1. Está na hora de fazer com que esse sistema fique de fora das reformas, pois é dinheiro do contribuinte. Sistema “S” é uma caixa preta que funciona como braço político de governos fracos e favorece o sistema do capitalismo de compadrio.

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