Paulo Guedes quer ‘meter a faca’ e cortar recursos do Sistema S

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O República de Curitiba noticiou na semana passada sobre a operação Lava Toga e o Sistema S ( https://republicadecuritibaonline.com/2018/12/12/entenda-a-operacao-lava-toga-e-a-sua-gravidade/ ). E agora o governo Jair Bolsonaro anunciou que estuda cortar recursos do Sistema S, conjunto de organizações focadas em treinamento profissional (Senai, Sesi, Sesc, Senac), como parte de um plano de desoneração da folha de pagamentos das empresas brasileiras. Ainda não há definição do tamanho do corte, mas, na última segunda-feira (17), o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a falar em até 50%.

Em 2017, as instituições que são parte do sistema ficaram com R$ 16,5 bilhões de contribuições de empresas. “Como é que você pode cortar isso, cortar aquilo e não cortar o Sistema S? Tem de meter a faca no Sistema S também”, afirmou Guedes, em discurso proferido durante almoço com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Diante do espanto da plateia, emendou uma brincadeira: “vocês estão achando que a CUT [Central Única dos Trabalhadores] perde sindicatos e aqui fica tudo igual, o almoço é bom desse jeito, ninguém contribui?”, disse, desta vez recebendo aplausos.

A avaliação do novo governo é que parte das atividades pode ser feita pela iniciativa privada. Guedes defendeu que os empresários deem também sua contribuição para o ajuste fiscal e participem das discussões. “Se chegarem uns interlocutores inteligentes, preparados, que queiram construir, como o Eduardo Eugênio [Gouveia Vieira, presidente da Firjan], a gente corta 30%. Se não tiver, é 50%”.

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3 comentários

  1. É uma vergonha trabalhar no Sebrae. Só vou citar um exemplo eu trabalhei durante sete anos como autônomo, RPA e a lei é para seis meses. Porque não fui a justiça? Ficamos pra sempre na “geladeira” em todo sistema S. Verifiquem a diretoria desses tempos passados.

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