Moro envia Força Nacional ao Ceará e enfrenta primeiro desafio na segurança

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A série de ataques coordenados por facções criminosas no Ceará é o primeiro desafio do ex-juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Depois de um pedido do governador, Camilo Santana (PT), Moro autorizou nesta sexta-feira (04) o uso da Força Nacional para conter a onda de violência no estado.

Pela portaria assinada por Moro, a Força Nacional vai atuar no Ceará por 30 dias “para a realização de policiamento ostensivo e de outras ações de segurança em apoio à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, ao Departamento Penitenciário Nacional e às demais forças de Segurança Pública do Estado do Ceará, em caráter episódico e planejado”.

O combate ao crime organizado é uma das prioridades elencadas por Moro para sua gestão e a crise no Ceará é uma oportunidade para testar, na prática, as soluções propostas pelo ministro.

Nesta semana, Fortaleza tem vivido uma série de ataques a ônibus, carros e até tentativa de explosão de um viaduto. A polícia investiga se as ações podem estar ligadas às mudanças anunciadas pelo governo estadual para a administração de presídios. O secretário de segurança do estado, Luís Mauro Albuquerque, disse que não reconhece facções no estado e não iria mais separar os presos de acordo com a ligação com essas organizações.

Na portaria que libera o uso da Força Nacional, Moro destaca que os estados têm dificuldades para atender sozinhos às demandas decorrentes da atuação do crime organizado e reforça “o dever das forças policiais federais e estaduais de, por ação integrada, proteger a população civil e o patrimônio público e privado de novos incidentes”.

Moro elencou justamente o combate ao crime organizado como uma de suas prioridades. “Grupos criminosos organizados, alguns que dominam nossas prisões, estão cada vez mais poderosos”, disse o ministro ao tomar posse, na quarta-feira (02). Segundo Moro, é preciso enfrentar o crime organizado com leis mais eficazes, inteligência e operações coordenadas. A resposta aos ataques em Fortaleza pode ser uma oportunidade de colocar o discurso em prática.

O extinto Ministério da segurança Pública estimou no ano passado que existam em torno de 70 organizações criminosas espalhadas pelo país. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública sinalizou a ação de ao menos 37 diferentes facções.

 

*Fonte: Gazeta do Povo

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