Nas alegações finais do processo envolvendo a mala dos R$ 500 mil da JBS, o procurador Carlos Henrique Martins Lima afirmou que Rodrigo Rocha Loures representava “um canal direto e confidencial” entre Michel Temer e delatores da JBS, de acordo com publicação do Estadão.

“Assim, a indicação de Rodrigo Loures ocorreu por interesse de Joesley Batista e sob o aval de Michel Temer, atendendo à necessidade de manutenção de canal de comunicação direto e confidencial, capaz de projetar a autoridade da Presidência para a intervenção não republicana em organizações da estrutura estatal, aos interesses escusos de Joesley Batista.”

“A conversação entre ambos [Joesley e Temer, no Palácio do Jaburu] naquela ocasião denota essa necessidade e a escolha que recai sobre Rodrigo Loures, na medida que outros nomes anteriormente utilizados, por motivos de investigações em curso, não poderiam mais ser empregados”, afirmou.

Fica então cada vez mais obvio que Rocha Loures era o “garoto de recados” entre Joesley e Temer.

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: