O caso Queiroz e o alarde planejado da imprensa

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Mais uma vez a direita está caindo nas armadilhas da esquerda. Dessa vez as luzes estão focadas no caso de Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. O caso já é bem conhecido e não convém repetirmos toda a história. Mas em resumo a acusação é a de que Queiroz teve movimentações incompatíveis com sua renda.
E nesta semana o ministro do STF Luiz Fux decidiu suspender a investigação instaurada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro que apurava as movimentações financeiras atípicas. A imprensa alardeou como se fosse um crime a suspensão e até mesmo membros representantes da direita caíram no mesmo discurso.
Mas o motivo da suspensão foi pouco falado. Flávio Bolsonaro alega, em sua reclamação, que há ilegalidade na instauração do procedimento investigatório, pois informações protegidas por sigilo bancário teriam sido obtidas pelo Ministério Público diretamente junto ao Coaf, sem autorização judicial. Ou seja, na época da “caça às bruxas” valeu fazer de tudo para incendiar a família Bolsonaro, inclusive passar por cima de leis e normas jurídicas.
Não nos deixemos levar pelo discurso dos desesperados. Tenhamos cautela antes de sairmos criticando. Não que tenhamos que acobertar irregularidades, o que de fato precisa ser investigado com certeza será. Mas é preciso analisar tudo o que está envolvido, os interesses de quem quer que a direita saia do poder. Cada “incêndio” desse serve para mudar o foco do que realmente importa, pois assim as pessoas esquecem de pressionar para a abertura da caixa preta do BNDES ou para a exigência de voto aberto para presidentes da Câmara e do Senado.
Assim fica fácil para as raposas velhas aos poucos irem ganhando força. Renan Calheiros está aí para provar.

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