Os socialistas Eduardo Campos e Pedro Valadares completaram idade mínima para aposentadoria depois de mortos

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Os ex-deputados Eduardo Campos (PSB-PE) e Pedro Valadares (PSB-SE) morreram em acidente aéreo em agosto de 2014, durante a campanha presidencial de Campos, quando tinham aproximadamente 49 anos.

A Câmara aprovou pensão para seus dependentes, mas determinou que o pagamento começasse exatamente no dia e que cada um completaria 50 anos – idade mínima exigida para que os ex-parlamentares tenham direito a aposentadoria. Para efeitos práticos, os dois completaram a idade mínima depois de mortos.

Como o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) é considerado pela lei como uma entidade de direito privado, embora as pensões sejam bancadas em sua maior parte pela União, as pensões das viúvas de Campos e Valadares podem ser acumuladas com os salários de servidoras públicas. A União já gastou cerca de R$ 3 bilhões para complementar as pensões do instituto desde a sua “extinção”, em 1997.

Apesar da Câmara dos Deputados reconhecer, implicitamente, que os dois ex-deputados não tinham direito à pensão no dia da morte, 13 de agosto de 2014, porque o benefício não começou a ser pago a partir daquela data, um ato do então presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, assinado em 18 de dezembro de 2014, concedeu a pensão a partir de 10 de agosto de 2015 para Renata Campos e a partir de 4 de setembro para Simone Valadares – as datas em que os dois ex-deputados completariam 50 anos.

Eduardo Campos, além do “milagre” de eleger deputado e governador em Pernambuco mesmo depois de falecido, consegue completar idade para benefício previdenciário mesmo sem trabalhar e bem depois de morto. Esse opera milagres

Curta República de Curitiba
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6 comentários

  1. Tem que mandar pagar aquele que aprovou a aposentadoria dos dois, não temos que arcar com despesas indevidas,se os demais não completarem idade para se aposentar não se aposentam,porquê a diferença no caso.Infelizmente morreu antes de completar a idade necessária para tal.Quem aprovou é que pague com seu próprio dinheiro.Quizeram fazer festa com dinheiro dos outros.

  2. Espero que o presidente Bolsonaro, com a colaboração de todos os demais com poder e influência, implante a Transparência Total, seja quanto aos atos seja quanto ao dinheiro. A quase totalidade dos cidadãos não tem nem ideia do quanto paga diariamente de impostos, que incidem na comida, nos serviços e outros atos seus. Uma pequeníssima minoria tem ideia do quanto paga, mas ideia alguma tem, assim como a maioria, do que é feito com o dinheiro que sai do seu bolso e de todos nós. Esse desconhecimento e a falta de transparência possibilita atitudes como essa dos “nobres deputados”. Chegou a hora do povo, que paga com o seu suor tudo a todos, de conhecer o que é feito com o seu dinheiro. Os relatórios devem ser publicados na linguagem mais clara e simples, de tal maneira que possam ser entendidos até pelos menos preparados. Aí vamos poder dizer que no Brasil há democracia.

  3. Isso é o cúmulo do absurdo!!!!
    A viúva e seus filhos possuem saúde para trabalhar e se manterem!!!!
    Se fossem brasileiros sem formação educacional, nem capacidade laborativa seria aceitavável.
    Mas são bem vivos e saudáveis.
    Sou absolutamente contra!!!! Meus impostos merecem respeito!!!!