“Ah, mas eram empréstimos”, dirá a mídia fakenews. Mesmo escrevendo “empréstimo”, o Brasil doou algumas centenas de bilhões ao dar emprestado por menos que pagava para tomar emprestado. A operação beneficiou empreiteiras, corruptos, doleiros, ditaduras e governos de esquerda na América Latina e na África.

O “dono” do BNDES é o governo brasileiro. Como os impostos literalmente sequer “dão para o gasto”, o governo se endivida para pôr no BNDES. O governo se endivida, no mínimo, pagando os juros da Selic (em torno de 10% ao ano nos últimos anos), em títulos pelos quais pagaremos (com juros) durante décadas.

Os financiamentos de obras em países de baixa transparência aconteceram principalmente entre 2009 e 2016. Nessa época, a SELIC girou em torno de 10%. O Economista João Guilherme Duda auditou, por amostragem, alguns dos contratos disponibilizados pelo BNDES e viu que se cobrava a taxa LIBOR (taxa adotada entre grandes bancos em Londres para operações em que “uma mão lava a outra”) acrescida de (em média) de 3,6% ao ano. Com a crise europeia, a LIBOR em 2009 despencou a 1%, chegando depois a 0,6% (ao ano), com média aproximada de 0,9%.

Arredondando, entre 2009 e 2014, o Brasil tomava emprestado a 10% e dava emprestado a 5% ao ano. Essa diferença de 5% ao ano, elevada pelos 25 anos ou 300 meses (prazo médio dos contratos) significa uma diferença de juros entre 200% e 300%. Os empréstimos de financiamento de obras no exterior já descobertos giram em torno de no mínimo 50 bilhões de reais.

Só a diferença dos juros que o Brasil pagará com os juros que receberá, ao longo de 30 anos, será, bem “por baixo” de 150 bilhões de reais. Isso sem contar calotes (como o que a Venezuela já deu) e custos administrativos, tanto para emitir dívida, quanto para dar emprestado.

Conta salgada pela incompetência e (possivelmente) pela corrupção do PT e de muitos interessados em balançar o governo Bolsonaro por meio da mídia fake news. Certamente algo muito mais importante que os envelopes de dois mil reais dos assessores dos deputados cariocas.

Enquanto isso, a mídia fakenews pôs panos quentes no BNDES: aberta a caixa-preta, destacou empréstimos sérios (a Petrobrás, Vale e Embraer) e muito pouco disse sobre o financiamento de obras de Odebrecht e sua turma lá em Cuba e outros países, onde ditadores e corruptos se ajudam sem a transparência das democracias e das economias de mercado.

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