A vaga aberta por Sergio Moro na Operação Lava Jato já tem dono. O juiz Luiz Antonio Bonat, da 21.ª Vara Federal de Curitiba, se candidatou ao cargo que era do ex-juiz e atual ministro da Justiça. Ele é o primeiro no ranking de antiguidade, critério para a escolha do substituto de Moro, entre todos os juízes federais que poderiam participar da seleção. Com isso, Bonat irá tocar os processos da Operação Lava Jato na 13.ª Vara Federal de Curitiba.

A única chance de outro juiz assumir o posto é se Bonat desistir da vaga. As inscrições para ocupar a titularidade da 13.ª Vara se encerraram nesta segunda-feira (21). A data limite para desistência da candidatura é dia 24 de janeiro. A divulgação oficial do novo titular da Vara da Lava Jato só irá ocorrer na sexta-feira (25).

Moro deixou o cargo e a carreira de juiz em novembro, após aceitar ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro.

Ao todo, 25 juízes se inscreveram na seleção interna. Em tese, poderiam se candidatar à vaga de Moro qualquer um dos 233 juízes vinculados ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que abrange os três estados do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Lançado no início do mês, o edital de remoção para juiz teve 10 dias para manifestação das candidaturas – prazo encerrado nesta segunda-feira (21). Bonat se inscreveu horas antes de o prazo acabar. Agora, há mais três dias para possíveis desistências. O único critério para a escolha do substituto de Moro é a antiguidade na carreira. Por causa disso, já é possível antecipar que Bonat vai substituir o ex-juiz na Lava Jato – a não ser que desista.

Bonat exerce o cargo de juiz federal vinculado ao TRF-4 desde 23 de maio de 1994, assim como outros sete juízes. Por ter sido mais bem colocado no concurso público, ele supera no critério de desempate os demais magistrados, caso tenham se inscrito. Todos os colegas do novo juiz da Lava Jato que passaram no mesmo concurso atuam no Rio Grande do Sul, nas varas federais de Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Santa Maria.

O juíz já atuou ao lado de figuras conhecidas da Lava Jato. Em 2005 ele foi vice-diretor do do Foro da Seção Judiciária do Paraná. O diretor da época era João Pedro Gebran Neto, atualmente relator da Lava Jato no TRF4. Desde a saída de Moro para o Ministério da Justiça do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a juíza substituta Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, tem sido a responsável pelo caso. Ela conduziu o depoimento do ex-presidente referente o sítio de Atibaia em novembro do ano passado. Gabriela, porém, não pode assumir os processos da Lava Jato em definitivo por ser juíza substituta.

 

*Fonte: Gazeta do Povo

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: