Assim como já existe em algumas cidades europeias, ontem, 23.01, estreou na República de Curitiba um sistema de bicicletas e patinetes espalhadas pelos bairros centrais pela cidade, liberadas por aplicativo de celular.

É um sistema que confia muito na população em favor da praticidade: não há pontos fixos para protegê-las. Ficam onde o último usuário deixou, apenas com a roda travada e destravada por um aplicativo de celular, por 1 real a cada 15 minutos, tempo suficiente para uns 3 quilômetros.

O sistema parece ter caído no gosto do povo de bem, pois o usuário não se preocupa em comprar e guardar uma bicicleta. Pega-a e larga-a conforme sua conveniência.

Mas além de ajudar na saúde, no meio ambiente urbano e no trânsito, o sistema mostrou uma utilidade inesperada: na madrugada, alguns marginais tentam furtar as bicicletas, carregando-as.

Com alarmes e GPS, carregando o peso, tornam-se presas fáceis para a ação das forças de segurança (PM e Guarda Municipal). Uma ratoeira de flagrantes. No primeiro plantão, até houve alguma demora para que a autoridade policial civil de plantão concretizasse os flagrantes, alegando ausência de notícia do crime ou depoimento do proprietário. Essa exigência não existe, pois furto é crime de ação penal pública e a bicicleta, personalizada, travada e apitando, é sabidamente furtada.

Não houve a prevaricação, 3 foram presos e os meliantes foram apelidados pelo Prefeito da cidade, Rafael Greca (PMN), no dialeto local, de “coiós”, pela malandra ingenuidade.

Foto: Divulgação/Yellow

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