Renan Calheiros já perdeu totalmente o freio social e não se abala em jogar sujeira no ventilador. Cada dia ele aponta a arma das palavras para alguém e faz tremer seus comparsas.  Inclusive no Supremo, onde alguns já estão com receio das próximas investidas do senador. 

Mas o senador tem muita coisa varrida para debaixo do tapete, inclusive sujeira dele próprio. Ele é réu em ao menos dois processos e é investigado em outros onze, sendo dois da Lava Jato.

Renan é defensor ferrenho da velha política e ainda não entendeu que o senado nacional passou por uma bela renovação nesta última eleição. É inadmissível que um político de um único estado consiga comandar os meandros políticos nacionais. Basta ver os números de verbas enviadas para Alagoas, onde seu filho é governador, e comparar com outros estados bem maiores e mais populosos.

Ao fazer uma simples comparação dá para entender como funciona o lobby de Renan. As projeções do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma distribuição dos recursos aos municípios, é feita de acordo com o número de habitantes, onde são fixadas faixas populacionais. Até aí tudo bem. Mas basta comparar Curitiba com Maceió que aparece a dúvida. Curitiba tem hoje cerca de 1 milhão e 800 mil habitantes, Maceió conta com cerca de 900 mil habitantes. Porém as projeções do FPM 2019 de distribuição de valores são cerca de 270 milhões reais para Curitiba e 377 milhões de reais para Maceió. A capital alagoana recebe bem mais, mesmo tendo menos moradores.

Quem pode conter Renan? Nos resta a Lava Jato. Só a operação anticorrupção pode esmiuçar as ações do senador alagoano, provar as irregularidades e colocá-lo na acolhedora sede da Policia Federal em Curitiba, junto com antigos colegas como Eduardo Cunha.

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