Senador da REDE não fará oposição a Bolsonaro

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O senador Flavio Arns (REDE-PR) publicou uma nota em que informa que não fará oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A postura do parlamentar contraria a posição da REDE Sustentabilidade, partido da candidata derrotada Marina Silva, que ficou com 1% dos votos na última eleição. A REDE fará no Congresso Nacional “oposição democrática e firme” ao Executivo, de acordo com um manifesto publicado pela legenda no domingo (3).

Ao justificar sua posição, Arns argumentou que não participou das discussões que levaram a Executiva do partido a optar pela oposição.

Arns é sobrinho de Zilda Arns e do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, uma família tradicionalmente católica em Curitiba. Arns considera as bandeiras da defesa da vida, da valorização da família e do combate à corrupção – três pilares da retórica bolsonarista – como as mais importantes.

O político iniciou a carreira em 1990, quando se candidatou a deputado federal pelo PSDB-PR, logrando êxito, e sendo reeleito por três vezes seguidas. Em 2001, deixou o PSDB e filiou-se ao PT, sigla por onde foi senador em 2002. Em  2009, anunciou que se desligaria do PT por não concordar com a maneira como o partido tratou as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e voltou para o PSDB.

Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Paraná na chapa encabeçada por Beto Richa (atualmente, denunciado pelo MPF na Lava Jato), vencendo as eleições. Em 2017, anunciou sua saída do PSDB, ingressando na REDE Sustentabilidade.

Arns também afirmou que a cúpula do PT acabou com a ética e os valores do partido. No entanto, familiares seus fizeram campanha nas redes sociais para o candidato do PT, Fernando Haddad, no último pleito presidencial.

 

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