A Ordem dos Advogados do Brasil há algum tempo vem se pintando de vermelho. Começou discretamente, mas agora com a eleição de Felipe Santa Cruz para presidente nacional da instituição as coisas ficaram mais visíveis.

Essa semana Santa Cruz afirmou que a nomeação de Sérgio Moro para Ministro da Justiça é um erro e um equívoco histórico, pela migração de alguém do judiciário para o executivo. Talvez estava satisfeito quando nomeavam ignorantes para um cargo tão importante como o ministério da justiça. Mas para os sensatos, é óbvio que para tratar de questões judiciais, nada melhor do que alguém que entenda do assunto.

 Santa Cruz levanta o tom para falar de Moro, mas seu histórico não é dos melhores. Quando foi presidente da OAB do Rio de Janeiro, foi acusado de ter relações com a família de Sérgio Cabral, preso por saquear o estado. Em 2017 advogados membros da OAB Rio se retiraram da instituição por não estarem de acordo com sua gestão.

Em 2016 pediu a cassação do mandato do então deputado federal Jair Bolsonaro, agora Presidente do Brasil, por “apologia à tortura”. Acusação essa baseada na fala de Bolsonaro no dia da votação do impeachment de Dilma Rousseff, quando homenageou o Coronel Ustra. Lembrando que Santa Cruz é filho de Fernando Santa Cruz, militante da esquerda desaparecido em março de 1974.

A OAB dá sinais que levantará a bandeira vermelha sem muito pudor nessa nova gestão. O que nos consola é que a instituição já não tem mais o respeito e a força política que teve há algumas décadas atrás.

Mas deixamos a seguinte pergunta: onde estava o aguerrido Santa Cruz enquanto a família Cabral roubava o Rio de Janeiro e deixava a população em meio ao caos?

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