Esta semana o ex presidente Lula foi condenado em mais uma ação e recebeu a pena de 12 anos e 11 meses de prisão. Somada com a primeira condenação em abril do ano passado, Lula obteve 25 anos de prisão. Mas mesmo com essas duas penas decretadas, ministros do Supremo já andam conversando sobre ceder a prisão domiciliar ao condenado.

Curioso é que a defesa não se manifestou sobre a prisão domiciliar até o momento. Os ministros estão se adiantando, mas por qual razão?

De acordo com o jornal Gazeta do Povo, as maiores chances de êxito para Lula deixar a superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde abril, se concentram justamente no Supremo. Enquanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) Lula será julgado pela 5.ª Turma, de composição rigorosa e linha dura, no STF o ex-presidente obteve cinco votos favoráveis ao seu pedido de liberdade no ano passado. O habeas corpus preventivo, para evitar que fosse preso, foi rejeitado pelo apertado placar de 6 a 5.

Apesar disso, um ministro do STF avalia que é difícil o tribunal colocar o petista em prisão domiciliar antes do julgamento das ações sobre prisão após condenação em segunda instância, marcado para 10 de abril. Segundo ele, uma decisão favorável a Lula antes disso daria um “sinal trocado” sobre os empenhos da Justiça no combate à corrupção.

Vamos aguardar os novos capítulos dessa novela que se arrasta às custas dos meandros da lei

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