Haddad: “Ninguém foi ouvido” ao criticar a ditadora do partido Gleisi Hoffmann

Publicado por

A ida de Gleisi Hoffmann à posse do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela, incomodou até o candidato derrotado à presidência Fernando Haddad, em reunião da Executiva Nacional da legenda neste sábado, em São Paulo.

Último a falar, Haddad foi questionado por Valter Pomar, líder da corrente Articulação de Esquerda e aliado de Gleisi, sobre “declarações públicas” a respeito da ida da presidente (e ditadora) do partido à posse de Maduro. Ele se referia a uma entrevista de Haddad ao jornal ‘El País’, na qual disse que não foi consultado sobre a viagem.

Em resposta, Haddad foi duro. “Não participei da discussão, depois percebi que ninguém tinha participado e que recebi pela imprensa a informação. Estou falando de um protocolo que precisa ser observado”. Nem Haddad aceitou tanta ditadura no partido. “Nem precisava me ouvir, mas ninguém foi ouvido” completou.

Ainda na Executiva, Gleisi, mostrando todo seu destempero, tomou o microfone e rebateu Haddad. “Eu discordo dele. Acho que não é só questão de método. Tem um fundo político nisso. O PT tem que discutir, mas já temos uma posição pública que é a defesa da autodeterminação dos povos, da soberania e do reconhecimento do resultado das eleições”, disse a presidente do partido.

Como se 84% da população na miséria, inflação de 1.000.000% e prisões e mortes de oponentes fossem apenas “autodeterminação dos povos”. No sanatório geral do PT, alguns loucos parecem mais lúcidos que outros.

Curta República de Curitiba
Anúncios