Nesta semana, os jornalistas Rodrigo Rangel e Filipe Coutinho fizeram um levantamento minucioso da fortuna de Gilmar Mendes, a partir de informações públicas como registros de transações imobiliárias, escrituras e contratos formalizados em cartórios do Brasil e do exterior.

Segundo eles, Gilmar e Guiomar são casados em regime de separação de bens e são donos de um vasto patrimônio, que inclui casas, apartamentos, fazendas e rebanhos de gado. Também são destinatários de vultosos pagamentos – ele, como sócio do IDP, o instituto de direito do qual é proprietário, e ela, como sócia de um escritório de advocacia estrelado com sede no Rio de Janeiro. São, ainda, tomadores de sucessivos empréstimos, no Brasil e na Europa, que justificam a constante ampliação do patrimônio da família — que, em uma conta bastante conservadora, ultrapassa a casa dos 20 milhões de reais.

Lembrando que o salário de ministro do STF atualmente é de R$ 33,7 mil. Como se chega a um patrimônio de mais de 20 milhões de reais com salário de servidor público do judiciário?  Com esse salário ao fim de um ano, contando com o décimo terceiro, se chega a um valor de aproximadamente 430 mil reais. Visivelmente bem distante de chegar aos 20 milhões.

Aguardemos os próximos passos das investigações, caso elas consigam prosperar.

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