Ao escrever sobre esse tema, pisamos em campo minado. Um deslize e você será duramente confrontado e xingado de tudo aquilo que mais despreza. Mas é desse nosso medo de falar que a esquerda hipócrita se nutre e por meio dele ganha terreno. Homofobia, transfobia, LGBTfobia, gordofobia fazem parte do vocabulário da nova esquerda que começa a tentar nos dominar pela linguagem para, em seguida, criminalizar aqueles que se opõem ao seu discurso. Os gays, os travestis, os transgêneros e todas as outras minorias já estão protegidos pela lei – como todos os demais cidadãos – contra agressões físicas e verbais. O que está em jogo, portanto, no atual debate sobre a criminalização da homofobia é menos a luta contra a violência e a discriminação do que a guerra de narrativas da qual a ala progressista quer sair vitoriosa às custas do ativismo do STF. Criminalizar a homofobia pode ser simplesmente criminalizar qualquer fala que não seja servil à ideologia da moda; pode ser criminalizar qualquer um que diga, por exemplo, que menino é menino e menina é menina. Todos acompanhamos a militância horrorizada com a fala singela da ministra Damares de que “menino veste azul e menina veste rosa”. Pois bem, ou nos levantamos agora contra esse patrulhamento besta ou chegará o dia em que seremos obrigados a matricular nosso filho no balé para não sermos acusados de homofóbicos.

Catarina Rochamonte

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