Na última terça-feira (19), o plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou em segundo turno projeto do vereador Thiago Ferro (PSDB) que institui a comemoração do “Dia das Mães” e do “Dia dos Pais” nas escolas municipais e dos Centros Municipais de Educação Infantil de Curitiba (CMEIs).

O projeto recebeu 16 votos favoráveis, 4 negativos e 1 abstenção.

De um lado, vereadores com formação cristã defenderam o projeto, enquanto os parlamentares progressistas (o novo nome da esquerda mundial) eram contra.

O texto da proposta diz que “as comemorações a serem realizadas nos ambientes escolares devem respeitar os costumes e tradições locais” e deixa facultada a participação dos alunos “restando-lhes assegurado o direito de não participarem, sem qualquer prejuízo”.

Ou seja, o projeto respeita a individualidade de cada um e o direito constitucional dos outros de manifestar seu apreço pelo pai e pela mãe.

“Assim que assumi meu mandado como vereador, muitos pais e mães me procuraram porque não estava mais sendo feito Dia do Pai e da Mãe nas escolas, e sim o Dia da Família. Sabemos que existem inúmeras configurações e isso precisa ser respeitado, valorizado, mas as pessoas precisam entender que nossa sociedade recebe esse novo tipo de configuração, mas isso não pode substituir a função de pai e mãe”, ponderou Ferro.

Para ele, o fato de ser facultativa a participação respeita as condições de uma criança que não tem pai ou mãe presentes. “Ela pode participar ou não, se isso a relembra, a constrange, traz dor. Agora, essa criança também precisa ter oportunidade de relembrar qual é o papel do pai e da mãe”.

Do outro lado, Professor Euler (PSD) leu uma matéria do jornal O Globo, de 26 de agosto de 2012, que informava que o modelo da família brasileira havia se modificado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O modelo de casal com filhos deixou de ser dominante no Brasil. Pela primeira vez, o censo demográfico captou essa virada, mostrando que os outros tipos de arranjos familiares estão em 20,1% dos lares”, informou a matéria.

Vejam como funciona a narrativa da esquerda. O vereador veio com uma reportagem de “O Globo” que diz que o modelo de casal com filhos deixou de ser dominante porque “20%” dos lares tem outros arranjos familiares. E isso que o professor leciona matemática.

Ferro buscou informações sobre a pesquisa do Censo 2010 apontada por Professor Euler (PSD) contrário ao projeto e que dizia que as composições familiares ditas não tradicionais já superavam percentualmente a composição tradicional (pai, mãe e filhos). De acordo com o Ferro, o que aumentou foi o número de casais heterossexuais sem filhos.

O pior foi a vereadora do PT, também professora Josete. Ela usou como argumento uma pesquisa com 31 pessoas (isso mesmo) para dizer que “77% das pessoas que responderam à pesquisa se posicionaram contrárias à medida”. Ferro rebateu dizendo que tal número não representa a população de Curitiba, pois somente 31 pessoas votaram na pesquisa pelo Instagram.

Projetos desse tipo costumam trazer muita discussão porque a bancada progressista/esquerdista usa de números e dados falsos para comover os demais parlamentares. Dessa vez não deu certo.

Isso é um alerta. As eleições municipais estão próximas. Vereadores fazem leis e precisam estar preparados para esses debates. Do contrário, a esquerda domina o discurso, a pauta e as leis.

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