Posição da AGU favorável ao inquérito ilegal de Toffoli começa a “fazer sentido”.

Qual terá sido o verdadeiro motivo pelo qual o Advogado Geral da União se posicionou a favor do inquérito ilegal de Toffoli? Falta de inteligência?

André Mendonça foi nomeado pelo então AGU Dias Toffoli, hoje presidente do Supremo Tribunal Federal, o primeiro diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa.

Mesmo após as declarações de Bolsonaro contra o posicionamento da AGU a favor da abertura do inquérito, claramente ilegal e inconstitucional, o advogado voltou a se posicionar formal e informalmente a favor do ato de abuso e usurpação de poder público, crimes previstos em lei, de seu ex superior hierárquico e “padrinho” Dias Toffoli, o pupilo de Lula alçado por este à condição de ministro do STF.

Para piorar a situação, durante a “live” organizada pelo Presidente na última quinta-feira, André Mendonça se saiu com outra afirmação que demonstra haver algum parafuso solto em sua caixa craniana:

Citou Cuba e Odebrecht como possíveis favorecidos por novos empréstimos do BNDES.

Pelo visto deve ter aprendido muito com Toffoli.

Coincidentemente, Mendonça é formado pela Faculdade de Direito de Bauru, cidade vizinha à Marília, que teve como prefeito o irmão de Toffoli, José Antônio Dias Toffoli. Este foi citado por Leo Pinheiro, ex diretor da OAS, em delação premiada durante as investigações da operação Lava Jato, que afirmou ter repassado propina ao irmão de Toffoli durante sua gestão como prefeito.

Outro ponto que chama a atenção é o fato de que Leo Pinheiro foi responsável por auxiliar Dias Toffoli, o atual presidente do STF, na reforma de sua casa em Brasília. Além disso, durante as investigações da operação Lava Jato, foram interceptadas 31 mensagens entre ele e o atual presidente do TCU, José Múcio Monteiro, que assim como Toffoli também foi indicado por Lula ao cargo de ministro, no caso para o TCU.

As conversas entre o executivo da OAS e o ministro do TCU ocorreram entre junho de 2013 e agosto de 2014, período em que o órgão discutia bloqueio de recursos para uma obra da empreiteira, a construção do estádio Arena das Dunas, no Rio Grande do Norte.

José Múcio Monteiro chegou a participar de julgamento e proferir seu voto em processo do TCU que permitiu a liberação de recursos para a obra, superfaturada durante o governo Dilma Rousseff.

Sobre as mensagens e ligações interceptadas pela Polícia Federal, José Múcio afirmou ser amigo de Léo Pinheiro e que este costumava lhe telefonar quando ia ao TCU, mas nega qualquer pedido de interferência em processos no Tribunal.

Foi a OAS também a construtora responsável pela construção da sede nababesca do TSE, que custou apenas quatro vezes o valor orçado inicialmente.

E agora vemos a entrevista do Advogado Geral da União propondo a “união de esforços” entre a AGU e o TCU, atualmente presidido por José Múcio, que fez questão de agradecer publicamente à Lula durante a cerimônia que o empossou na presidência do tribunal. 

Tudo isso é no mínimo muito estranho.

Com um advogado destes não é preciso de inimigos. Abra o olho, Bolsonaro!

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