No Rio de Janeiro, o traficante preso Clauvino da Silva, de 42 anos, que recentemente tentou fugir vestido de mulher, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira na cela onde estava em Bangu 1.

Ele estava preso na galeria B7 de Bangu 3, unidade que abriga os chefes da maior facção criminosa do Rio.

A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros foram acionados. As informações oficiais da Secretaria de Administração Penitenciária, dizem que o traficante se enforcou com um lençol.

Após o episódio, ele foi colocado em isolamento em Bangu 1, presídio de segurança máxima do Rio.

O traficante possuía condenação de quase 100 anos de prisão e tentou fugir usando uma máscara, peruca e roupas femininas. Ele pretendia se passar pela sua filha, Ana Gabriele Silva, de 19 anos.

Entenda o caso da quase fuga:

A filha dele, Ana Gabriele, é suspeita de ter ajudado o pai na tentativa de fuga.

De acordo com as informações da SEAP (Secretaria de Administração Penitenciária), a filha de Clauvino, estava na visita deste sábado com outras oito visitantes, uma delas grávida, também são suspeitas de terem auxiliado o criminoso.

Tudo aponta que a grávida foi a responsável por entrar com o material para que o preso se disfarçasse; máscara, peruca e roupas. Todos os envolvidos foram encaminhados para a 35ª DP (Campo Grande), na zona oeste do Rio de Janeiro.

A tentativa de fuga do traficante ganhou manchetes nos maiores jornais do mundo, como o americano New York Times, o inglês The Guardiane o espanhol El País.

O Jornal New York Times escreveu:

“O senhor da Silva, que cumpre uma sentença de 73 anos por tráfico de drogas, planejou simplesmente sair pela porta da frente deixando para trás sua filha adolescente”.

Já o espanhol El País publicou:

“Um narcotraficante tenta fugir de uma prisão disfarçada de sua filha”.

Na Inglaterra, a tentativa de fuga inusitada foi retratada pelos jornais Mirror e The Guardian.

O jornal Mirror afirmou que Clauvino fazia parte da lideração de uma “das maiores organizações criminosas do Brasil”.

Já o The Guardian lembrou da fuga do mexicano El Chapo, conhecido como “Baixinho”, o mesmo apelido do brasileiro.

No Brasil a sensação de “impunidade” é tão certa na mente desses “cidadãos”, que o Clauvino acreditou “nessa convicção” de fuga num contexto fantasioso da adolescência.

Júnior Santos da República de Curitiba

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