“O país vai recuperar produtividade da economia a partir do quarto trimestre deste ano”, afirmou Neto.

Nesta quinta-feira (5/9), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, avaliou que a economia nacional teve um desempenho abaixo do esperado, mas segundo ele, o Brasil vai registrar resultados positivos ainda em 2019, entre os meses de outubro e dezembro especialmente.

“O crescimento (da economia) está aquém do que nós gostaríamos. Temos na margem uma recuperação pequena. Acreditamos que estamos passando pelo pior momento e vamos começar a crescer no segundo semestre, mais provavelmente no quarto trimestre”, comentou Campos Neto, durante a conferência “Agenda do Brasil para Crescimento Econômico e Desenvolvimento”, organizada pelo Council of the Americas (COA).

Ainda em seu discurso, Campos Neto confirmou a votação do projeto de autonomia do BC para “as próximas semanas”. “É um projeto que deve ser votado em breve, espero que nas próximas semanas. Países que têm maior independência têm inflação mais baixo, assim como volatilidade de inflação mais baixa. Acho que o Brasil está maduro”, opinou.

É de suma importância a redução de juros no país. Mesmo com taxa básica (Selic) no piso histórico de 6%, Neto ressaltou que o spread bancário — cobrado de consumidores e empresas nos pedidos de empréstimos — “é mais alto do que o BC gostaria”. Por conta disso, ele garantiu que a autoridade monetária negocia a redução dos valores cobrados, o BC trabalha em medidas para reduzir essas taxas, e citou a do cheque especial, que supera os 300% ao ano.

“Temos um sistema bancário que é altamente regressivo. Não encontramos um sistema tão regressivo como o Brasil. Quem está embaixo e usa os programas emergenciais com mais frequência paga por quem está em cima e nunca usa”, analisou.

Júnior Santos – República de Curitiba.

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