Petrobrás e Marinha acham “assinatura” da Venezuela em manchas de petróleo

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Segundo uma fonte da alta cúpula do governo, ouvida pelo jornal O Estado de S. Paulo, trata-se do mesmo tipo de óleo extraído da Venezuela – o que corrobora rumores a esse respeito veiculados desde a semana passada. A conclusão já foi informada ao Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Mas não é possível dizer que todo o vazamento que atinge praias tem a mesma origem. A Marinha e a Polícia Federal analisam amostras e não deram informações oficiais.

Ainda nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que há a possibilidade de que o derramamento tenha sido criminoso. Ele, no entanto, ponderou que as investigações estão em curso.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse após audiência na Câmara. “Nós temos isso bem documentado, coletamos 23 amostras, nosso centro de pesquisas realizou análises bioquímicas e chegou à conclusão de que não se trata de nenhum óleo produzido e/ou comercializado pela Petrobras”. Segundo ele, já foram recolhidas 133 toneladas de resíduo oleoso de praias.

Em nota, a Marinha disse ter empenhado 1.583 militares, 5 navios e 1 aeronave nessas operações de análise e monitoramento. A Marinha ainda classificou a ocorrência como “inédita”.

Até o momento, em todo o Nordeste, 16 tartarugas marinhas, espécie ameaçada de extinção, foram contaminadas pela substância – e o lançamento delas também deixou de ocorrer (mais informações nesta página). O vazamento do óleo já atinge 61 municípios.

(Fonte: DPE)

Júnior Santos – República de Curitiba

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