PF diz: Empresa grega é suspeita do vazamento de óleo no Nordeste.

Publicado por

Sexta-feira (1º/Nov.), a PF – Polícia Federal deflagrou a Operação Mácula, o objetivo é de investigar uma embarcação grega que teria atracado em 15 de Julho na Venezuela, onde ficou por três dias antes de seguir para Singapura, via África do Sul, e que é suspeita de ter causado o derramamento de óleo que atingiu mais de 250 praias do nordeste brasileiro.

“O vínculo do navio grego, inicialmente é o mesmo de sua nacionalidade. Todavia, a continuidade das investigações se faz necessária para elucidação do desastre ambiental, que tudo indica ter sido intencional.”

A 14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN), expediu dois mandatos de busca e apreensão, os mesmos estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, nas dependências das sedes dos representantes da empresa grega no Brasil.

As investigações tiveram início em setembro e contaram com a participação da Marinha, do Ministério Público Federal, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, da Agência Nacional do Petróleo, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e Universidade Estadual do Ceará, além de uma empresa privada do ramo de geociência.

Dessa forma foi possível localizar a mancha inicial do óleo, a 700 km da costa brasileira (em águas internacionais), de extensão ainda não calculada. A partir da localização da mancha inicial, foi possível estimar que o derramamento deve ter ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho. Fazendo uso de técnicas de geociência, foi possível chegar “ao único navio petroleiro que navegou pela área suspeita”, naquela data.

A Polícia Federal solicitou diligências em outros países, a fim de obter mais dados sobre a embarcação, a tripulação e a empresa.

A PF informou, ainda, que está realizando “diversos exames periciais no material oleoso recolhido em todos os estados brasileiros atingidos, bem como exames em animais mortos, já havendo a constatação de asfixia por óleo, assim como a similaridade de origem entre as amostras”.

(Fonte: Diário do Vale)

Por: Júnior Santos – Correspondente da República de Curitiba.

Curta República de Curitiba
error
Anúncios