Operação da PF afasta 4 desembargadores e 2 juízes na Bahia

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As investigações descobriram venda de sentenças.

Mais de 200 policiais cumprem quatro mandados de prisão e 40 de busca e apreensão.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (19), a Operação Faroeste, com o objetivo de desarticular possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, além de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.
Mais de 200 Policiais Federais, acompanhados de Procuradores da República, cumprem quatro mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão em gabinetes, fóruns, escritórios de advocacia, empresas e nas residências dos investigados, nas cidades de Salvador, Barreiras, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, na Bahia, e em Brasília.
Também estão sendo cumpridas determinações de afastamento de quatro desembargadores e dois juízes de Direito de suas funções.
Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça e têm por objetivo localizar e apreender provas complementares dos crimes praticados.
Os que estão na mira das investigações

De acordo com a assessoria de comunicação da PF, são cumpridas determinações de afastamento de quatro desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia e dois juízes de Direito de suas funções por 90 dias. Entre eles estão o presidente do TJ-BA, desembargador Gesivaldo Brito, e as desembargadoras Maria da Graça Osório Pimentel Leal, Maria do Socorro e Sandra Inês Moraes Rusciolelli.
O objetivo da ação é desarticular possível esquema criminoso voltado a venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação acontece nas vésperas da eleição para presidência do biênio 2020-2022 do Tribunal. O escrutínio está previsto para esta amanhã (20). Maria da Graça é candidata.

Ainda de acordo com nota enviada pela PF, mais de 200 Policiais Federais, acompanhados de Procuradores da República, cumprem quatro mandados de prisão e 40 mandados de busca e apreensão em gabinetes, fóruns, escritórios de advocacia, empresas e nas residências dos investigados, nas cidades de Salvador, Barreiras, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, na Bahia, e em Brasília.
Os mandados foram expedidos pelo STJ e têm por objetivo localizar e apreender provas complementares dos crimes praticados.
(Fonte: Diário do Poder)
Por: Júnior Santos da República de Curitiba

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