Com o objetivo de buscar igualdade nas competições esportivas do Estado de Santa Catarina, o deputado Ricardo Alba apresentou projeto de lei (PL), na Assembleia Legislativa, que estabelece o sexo biológico como o único critério para definição do gênero de competidores em partidas esportivas oficiais no Estado. Atendendo à demanda de atletas do sexo feminino, a ideia busca impedir que transexuais disputem competições esportivas na categoria do sexo oposto. Agora o PL, que recebeu o número 0226.6/2019, tramita nas comissões antes de ir à plenário para votação.

O projeto, à primeira vista, pode parecer polêmico, pois a participação da atleta de vôlei Tiffany (nascida Rodrigo), que disputa a Liga Nacional de Vôlei Feminino, causou desconforto nas demais atletas e teve repercussão nacional. Tiffany tem rendimento muito superior em quadra, o que provocou desabafo de grandes expoentes do vôlei nacional como o técnico multicampeão Bernardinho e a jogadora Ana Paula Henke. Porém, para o deputado Alba, a questão é bem simples: trata-se de proporcionar igualdade de condições entre atletas, buscando justiça desportiva e protegendo a própria categoria feminina e suas atletas.

“Uma pesquisa mais profunda sobre o tema mostra que a questão é fisiológica: um homem e uma mulher são diferentes em sua formação física devido aos hormônios, inclusive à quantidade de testosterona”, revela o deputado, ao afirmar que isso muda a estrutura óssea, muscular, pulmonar, cardíaca… enfim, diferencia de forma cabal homens e mulheres quanto à capacidade do corpo para o esporte. Ainda que um homem, que queira virar mulher após adulto, diminua os níveis de testosterona para ficar dentro dos limites exigidos pelos organismos esportivos internacionais, a diferença de força corporal conquistada ao longo da formação física é suficiente para levar grande vantagem em competições esportivas.

Alba ressalta que não tem nada contra a ideia, por exemplo, dos transexuais formarem uma liga própria. “O que não pode é um homem disputar contra as mulheres, pois a vida física hormonal lhe dará enorme vantagem contra as suas concorrentes”. O deputado acredita que a aprovação do projeto será de extrema importância para o esporte catarinense e, por consequência, para toda a sociedade. “Manteremos o sonho das meninas de serem reconhecidas, também, pelos seus valores esportivos”.

Projeto proposto em julho/2019 e ainda tramita na ALESC.

Heberton Tavares – República de Curitiba.

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: