Desde que o Ministério Público Federal (MPF) entrou em regime de teletrabalho, procuradores e procuradoras do órgão produziram 61,1 mil manifestações – cerca de 5,5 mil por dia. Somente as ações para repasse de recursos à saúde somam quase R$ 1,63 bilhão. Os números compreendem o início do regime especial, em 19 de março, até o domingo (29) e foram computados pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) no sistema do MPF. O trabalho a distância foi instituído como parte dos esforços em todo o país para contenção da Covid-19.

No período, foram recebidos 60.805 processos. Em contrapartida, procuradores e procuradoras devolveram à Justiça 63.229 peças, o que significa uma redução no estoque processual da ordem de quase 2,4 mil ações. Entre os procedimentos internos, houve 3.761 autuações, 4.086 distribuições e 5.945 foram finalizados.

“A Covid-19 tem exigido dos membros do MPF trabalho intenso em todas as áreas, mas, especialmente, para entregar à saúde significativos recursos em apoio às ações desenvolvidas e, ainda, garantir a aplicação das medidas de controle da doença recomendadas internacionalmente. Seguimos produzindo, no teletrabalho, com o mesmo ritmo e eficiência” afirma o presidente da ANPR, Fábio George Cruz da Nóbrega.

Em decorrência de manifestações do MPF, quase R$ 1,63 bilhão foi direcionado à saúde para a aquisição de materiais hospitalares e outros materiais necessários no enfrentamento à Covid-19. Diversos estados do país receberam partes desses recursos. Por ação do MPF, também foi retirada do ar a campanha publicitária do governo federal “O Brasil não pode parar”, que defendia o fim da quarentena recomendada pela Organização Mundial de Saúde.

Fonte: ANPR.

Heberton Tavares – República de Curitiba.

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