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Sindicalistas ameaçam nova greve se contribuição sindical não for mantida

PAulinho da força

 

O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força, afirmou que outra greve poderá ser organizada se Temer não negociar alterações nas reformas trabalhista e previdenciária.

A Força Sindical é contra, principalmente, o fim da contribuição sindical e a nova idade mínima para aposentadoria. “Na (reforma) trabalhista, queremos discutir principalmente a contribuição sindical, que enfraquece o lado dos trabalhadores e permanece intacto o lado patronal”, disse no início das comemorações do Dia do Trabalhador em São Paulo.

“Espero que governo tope negociar para fazer uma reforma civilizada e para que as pessoas possam entender que foi feita uma reforma para salvar do buraco em que o governo do PT nos deixou. Acho que ele (Temer) ouviu (as reivindicações da população na greve geral). Ele está só fazendo de conta (que não)”, afirmou. Na sexta-feira, o presidente divulgou uma nota em que não mencionava a greve, apenas criticava ‘atos isolados de violência’.

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer defendeu as mudanças na lei trabalhista, dizendo que a reforma marca um momento histórico.

O evento da Força Sindical terá apresentações de cantores como Michel Teló e Zezé Di Camargo & Luciano e sorteio de 19 carros oferecidos pela montadora Hyundai.

(Com Estadão Conteúdo)

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Juiz desmente Renan: “Trabalhador não perderá nenhum direito”

O juiz federal do Trabalho Marlos Augusto Melek desmentiu o senador Renan Calheiros que, na quinta-feira, declarou que a Reforma Trabalhista  “revoga garantias no emprego e tira direitos do trabalhador”. O parlamentar afirmou que se sentia “consternado” pela população.  De acordo com o magistrado, porém, nenhum direito do trabalhador será revogado, como  por exemplo o 13º salário, direito ao FGTS, férias remuneradas, adicionais noturno ou por tempo de serviço. “Não há retrocesso nos direitos e garantias do trabalhador quando empresas e empregados negociam, de forma legítima, alguma flexibilidade nas rotinas, como jornada ou local de trabalho (remoto ou home office )”, acrescenta.

Melek observa defende ainda que é “preciso partir para um modelo de maior liberdade, com menos interferência do Estado, em que nós respeitamos mais o que as partes contratam”.

O magistrado também lembra que a legislação trabalhista, a chamada CLT, teve origem nos anos 40 do século passado em plena ditadura de Getúlio Vargas, e ainda fala “em datilografia na era dos smartphones”.

Na sua visão, a reforma trabalhista deve ser objeto de grande debate em busca de modernização e atualização, pois de “cada 20 processos que chegam à Justiça, sete são processos trabalhistas, em grande parte resultantes de erros cometidos pela precariedade do conhecimento da legislação que rege as relações entre patrão e  empregados”.

 

 

 

“Moro e Dallagnol querem me julgar pelo meu jeito de governar”, diz Lula

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Ao lado de Dilma Rousseff e de lideranças nacionais e estaduais do PT, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva discursou neste sábado para um público da pequena cidade gaúcha de Rio Grande. Além de dizer que pretende concorrer novamente à Presidência em 2018, ele afirmou que o juiz Sérgio Moro e o coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol estão equivocados nos procedimentos de investigação. ” Eles não estão tentando me julgar pela corrupção, mas pelo meu jeito de governar”, disse.

Ele afirmou ainda que o preconceito e o ódio dos quais sempre foi vítima se ampliaram no país com a cassação do mandato de Dilma.

— Fizeram uma farsa, nos deram uma rasteira. Há neste país uma luta de classes cotidiana que eu achava já não existir mais. Tem um tipo de gente que não suporta ascensão de pobre, não suporta que uma menina negra faça Odontologia. Pobre quer se meter a frequentar teatro, a comer picanha. Onde se viu? Pobre tem comer carne de segunda, se comer pescoço de frango já está no limite — ironizou.

Ele também criticou os sindicatos por não  terem dado o devido espaço para a participação feminina até hoje. (Lula é, historicamente, o principal sindicalista do país. )

O ex-presidente atacou o governo Temer e afirmou que sofre perseguição por ser “nordestino e não ter faculdade”. Em seu discurso, pediu ainda antecipação das eleições.

— Eu vi gente aqui falando nas eleições de 2018. Eu posso esperar até 2018, mas quem está desempregado, não pode esperar. Quem está passando fome não pode esperar.

 

Dirigentes da Frente Brasil Popular, da Central Única dos Trabalhadores, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra abriram os discursos. Em seguida, falaram a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zaratini (PT-SP) e o prefeito Alexandre Lindenmeyer (PT). Dilma foi antecedida pelo ex-governador Olívio Dutra. Em 15 minutos, a ex-presidente criticou as reformas conduzidas pelo governo Temer, disse que está em curso no país um processo de falsificação do processo eleitoral para impedir Lula de ser candidato em 2018.

— Cada nova medida é um complemento do golpe. Não podemos deixar eles se consolidarem no poder — conclamou.

 

 

 

 

“A Lava Jato mostrou que todos os partidos estão unidos pelo crime”, diz Fernanda Montenegro

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Em raro desabafo, a atriz Fernanda Montenegro afirmou estar decepcionada com o PT e incrédula com os que ocuparam seu lugar. “Esses corruptos invadiram Brasília feito ETs e dominaram o país. Sempre votei no Lula, mas minha decepção começou há tempos, em 2012, quando ele visitou Paulo Maluf para pedir apoio à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, bem antes da Lava-Jato. Ali, a máscara caiu, e ele virou um anti-herói”, diz.

Sobre a hipótese de Lula ser preso, diz a atriz: “O momento é tão surpreendente que não sabemos o que vai acontecer amanhã. Brasília continua como se nada estivesse acontecendo. A equipe do Temer está toda envolvida com corrupção. Mas, quando gritam ‘Fora, Temer’, não temos quem colocar no lugar. A Lava-Jato nos mostrou que todas as tendências partidárias e correntes ideológicas estão unidas no crime. A propina conseguiu algo incrível: unir esquerda e direita.” Fernanda diz que não vê esperança neste governo. “E o pior é que nem começamos a passar as coisas a limpo. Ainda estamos na fase de pôr as cartas na mesa. Muitas descobertas virão à tona. Vivemos uma tragédia.”E explica por que entoou o coro “Fora, Temer” no Festival de Teatro de Curitiba: “Acho que o Temer tinha de ter saído junto com a Dilma, já que era uma chapa só. Eles foram cúmplices, coniventes, aderentes.”

Fonte: Veja

Gilmar Mendes manda soltar Eike Batista

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a libertação do empresário Eike Batista, preso desde janeiro pela Operação Eficiência, que investiga fraudes em contratos de empresas com o governo do Rio de Janeiro. Na decisão, que ainda não foi divulgada na íntegra, o ministro suspende os efeitos da ordem de prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.

Ele ressaltou que a libertação só tem validade se o empresário não estiver sido preso também por determinação de outro juiz. Essa informação será apurada na própria vara federal, quando receber a decisão de Gilmar.

O ministro também afirmou na decisão que o juiz da 7ª Vara Federal poderá analisar a necessidade de aplicação de medidas cautelares – como, por exemplo, a prisão domiciliar ou o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

 

Sindicato de SP fica contra greve: “Não nos prestamos a essa farsa”

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O presidente do o Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sindbast), Enilson Simões de Moura, fez duras críticas à paralisação desta sexta-feira (28) promovidas por movimentos sindicais como a CUT: “O último movimento nesse sentido, bem modesto por sinal, serviu apenas de pano de fundo para um discurso do ex-presidente Lula. Não nos prestaremos a essa farsa, a essa fanfarronice!”, escreveu em uma rede social.

Ele declarou ainda que seu grupo está favorável às reformas propostas pelo governo Temer por considerar que “atualizam as relações trabalhistas e conferem mais liberdade aos trabalhadores.” O sindicalista acrescentou também que é contra a cobrança compulsória do imposto sindical “que confisca um dia de trabalho de maneira arbitrária sem que o cidadão possa dizer o que quer”.

Moura, que também é vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), chamou a atenção para a falta de posicionamento do PT quanto à crise ligada á Odebrecht: “Aliás, ainda não vimos a autocrítica dos petistas em relação ao conteúdo das delações dos executivos da Odebrecht”.

Leia abaixo o conteúdo completo publicado:

 

CONTRA A GREVE E CONTRA DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Nós, do Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sindbast), nos manifestamos favoráveis às reformas propostas pelo governo Temer por considerar que atualizam as relações trabalhistas e conferem mais liberdade aos trabalhadores.

Somos contra a cobrança compulsória do imposto sindical que confisca um dia de trabalho de maneira arbitrária sem que o cidadão possa dizer o que quer. O fim desse imposto colocará fim aos sindicatos que, nos últimos anos, apareceram às pencas apenas como um “negócio”. O mesmo vale para as entidades patronais. Acreditamos que milhares de sindicatos desaparecerão quase que imediatamente. E isso é muito bom. Que fiquem apenas aqueles que são reconhecidos pelos trabalhadores.

A greve geral proposta para o próximo dia 28 de abril é uma paralisação combinada com o locaute. O último movimento nesse sentido, bem modesto por sinal, serviu apenas de pano de fundo para um discurso do ex-presidente Lula. Não nos prestaremos a essa farsa, a essa fanfarronice! Aliás, ainda não vimos a autocrítica dos petistas em relação ao conteúdo das delações dos executivos da Odebrecht.

A Central Única dos Trabalhadores projeta mobilizar seus militantes em favor de Lula. Seus líderes não estão a serviço da classe trabalhadora de fato. Frases contra o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato, certamente, serão ouvidas nas marchas promovidas pela CUT e seus satélites. Greve, aliás, que só terá sucesso se não houver transporte, revelando uma velha tática bolchevique de paralisação.

O que acontece de fato é um paradoxo entre a CUT, agora na oposição, e a CUT subordinada aos governos petistas. Naqueles tempos, essa entidade se omitiu em vários momentos, como nas passeatas das jornadas de junho de 2013.
Por sua vez, essa e as demais centrais que agora aderem à greve geral foram incapazes de formular políticas concretas para tirar o País da crise, insistindo em retirar recursos de onde não há mais nada, como por exemplo, o imposto sindical do bolso do trabalhador. Seus representantes se enfileiraram junto àqueles que partem do pressuposto de que não há o que negociar porque o “governo Temer é golpista”.

Para nós, a forma de financiar os sindicatos deve ser por meio de uma contribuição negocial aprovada em Assembleia com legitimidade e que conste no Acordo Coletivo, o qual o trabalhador deverá optar se o aceita ou não em sua integralidade.
Como vivemos em uma sociedade democrática, haveria espaço para discutir as reformas, fazendo-as avançar em favor dos trabalhadores. Porém, não foi esse o caminho escolhido pelas centrais sindicais, que tentaram inviabilizá-las como um todo. Essas entidades optaram pelo confronto. O resultado é uma reforma trabalhista que deve sair sem a participação das centrais de trabalhadores por opção delas próprias.

Paralelamente, queremos começar um movimento pelo fim do fundo partidário. Os trabalhadores e o povo em geral não devem ser obrigados a contribuir com partidos que surgem diariamente para viver, como um parasita, às custas dos nossos impostos, ou seja, recursos públicos que nós pagamos e que deveriam ir para saúde, educação, etc.
Na prática, a proliferação de partidos representa uma orgia para sustentar vagabundos disfarçados de políticos. O dinheiro desse fundo, conforme noticiado pelos jornais, é usado para o custeio de diversas mordomias, como andar de jatinho para lá e para cá, entre outras.

Assim, como os sindicatos devem depender apenas dos recursos espontâneos de seus filiados, os partidos também devem funcionar apenas com recursos voluntários daqueles que lhes têm simpatia. Da forma que está, o povo tem sido obrigado a financiar partidos que notoriamente se envolvem nas mais diversas maracutaias. E devemos aceitar isso goela abaixo? Que aprendam a viver com pouco e se reestruturem. Essa era do dinheiro fácil e compulsório tem de acabar!
Montar partido, assim como montar sindicato, virou um negócio para enriquecer espertalhões. Por isso, apoiamos as reformas! Pelo fim do imposto sindical! Pelo fim do fundo partidário!

Enilson Simões de Moura – Alemão
Vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e presidente do Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sindbast)

Renan avisa que reforma trabalhista não passa no Senado: “Estou consternado. É injusta”

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Responsável por liderar o PMDB, a maior bancada do Senado, com 22 integrantes, Renan Calheiros (AL) afirmou em discurso no plenário nesta quinta-feira acreditar que a reforma trabalhista não será aprovada pelos senadores da forma como passou pela Câmara dos Deputados.

“A reforma trabalhista só traz notícias ruins para quem vive do trabalho assalariado no Brasil. Eu me sinto consternado, verdadeiramente consternado em constatar essa realidade. A reforma retira direitos e, se retira direitos, é injusta. Ponto!”, disse.

A proposta aprovada prevê a prevalência de acordos entre empregados e patrões sobre a legislação vigente, retira o caráter obrigatório do imposto sindical e reduz a atuação da Justiça do Trabalho.

Para o senador, o texto rebaixa os salários e pretende deixar o trabalhador sem defesa, condenado a acordos que “reduzem a remuneração, suprimem reajustes e revogam garantias no emprego”.

“Todos sabemos que acordos forçados em plena recessão, com 13 milhões de desempregados e com o desemprego aumentando mês a mês, é pedir que se aceite a crueldade como caridade” disse.

Numa referência indireta ao governo Michel Temer, a quem tem feito uma série de críticas, Renan disse que a chantagem é explícita: “aceita ou cai fora. É o ‘dá ou desce’ trabalhista”.

(Com Reuters)

Em carta, alunos repudiam decisão de professores pararem na sexta

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Um grupo de 13 alunos do Colégio Santa Cruz, em São Paulo, publicou uma carta aberta para rebater um manifesto divulgado pelos professores da escola em adesão à greve geral em protesto contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária do governo.

A carta, redigida por dois alunos do terceiro ano do ensino médio e assinada por outros 11 colegas, circula nas redes sociais e em grupos de mensagens. O manifesto do corpo docente da escola foi divulgado nas redes sociais na segunda-feira. O colégio divulgou uma nota informando que os professores decidiram em assembleia aderir à paralisação. “Apesar de não apoiarmos a decisão, resguardamos o direito constitucional à greve. Programaremos a reposição das atividades previstas para esse dia, em que as aulas serão suspensas.”

Na carta aberta, endereçada aos professores, os alunos dizem que reconhecem “o direito à greve e à livre manifestação de ideias”, mas que acreditam “que o posicionamento contra a reforma da Previdência seja profundamente equivocado”.

Para eles, a decisão “passa ao largo das questões centrais envolvidas, apelando para noções generalistas de ‘justiça social’. Pauta-se em um maniqueísmo exacerbado e parte, desde a primeira linha, do pressuposto de que as reformas são ruins para o País e, especialmente, para os mais pobres. Essa forma de pensar apenas simplifica e empobrece o debate”, diz a carta.

Para os alunos, “ir contra a reforma da Previdência é também defender que um funcionário público continue recebendo em média três vezes mais que um trabalhador regular”, e que “a média de aposentadoria no Judiciário, de R$ 25,7 mil, não seja alterada.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja a íntegra da carta:

Carta em resposta ao corpo docente do Colégio Santa Cruz

Em primeiro lugar, é necessário dizer que temos um profundo respeito pelo corpo docente do Colégio Santa Cruz, que realiza seu dever de nos educar de forma exemplar, e com o qual possuímos muitas ideias em comum. Reconhecemos também que foram esses professores que nos possibilitaram desenvolver as competências necessárias para entrar no debate político e sempre nos deram o espaço para exercermos nossos questionamentos. Apesar disso, seria impossível não nos posicionarmos frente ao que consideramos uma visão equivocada, com prováveis consequências catastróficas para o País como um todo.

Após ler a Carta Aberta escrita pelos professores referente à decisão de paralisação no dia 28 de abril de 2017, sentimos a necessidade de redigir essa resposta explicitando nossa posição. Reconhecemos o direito à greve e à livre manifestação de ideias e entendemos que a Carta justifica a ação dos professores, porém acreditamos que o posicionamento contra a Reforma da Previdência seja profundamente equivocado. Além disso, a Carta passa ao largo das questões centrais envolvidas, apelando para noções generalistas de “justiça social”. Pauta-se em um maniqueísmo exacerbado e parte, desde a 1ª linha, do pressuposto de que as reformas propostas pelo Governo Federal são ruins para o país e, especialmente, para os mais pobres. Essa forma de pensar apenas simplifica e empobrece o debate.

Com o objetivo de justificar a decisão dos professores, a argumentação esconde-se atrás de uma suposta “proteção de direitos”, defende a manutenção do status quo e falha em criticar aspectos objetivos da proposta de reforma. Acontece que um direito ser garantido por lei não garante o orçamento necessário para cumpri-lo. Sendo assim, a Carta defende que se mantenha o rombo crescente da Previdência. Esse rombo foi, segundo dados do próprio Governo Federal, de cerca de 300 bilhões de reais ano passado (5% do PIB), e tende a crescer conforme a população envelhece. Isso impede tanto a estabilidade fiscal como maiores investimentos em outros setores. Em um país que, falando de Previdência, estão postas duas opções: a Reforma proposta pelo Governo ou o sistema atual, defender a segunda opção é usar o discurso da defesa de direitos para, na realidade, defender privilégios. Dentre estes privilégios, há por exemplo o fato de funcionários públicos se aposentarem fora do RGPS (recebendo o equivalente a seus salários anteriores, ignorando o teto de 5.300 reais que vale para todos os outros trabalhadores). Ademais, o modelo atual permite que os mais ricos se aposentem mais cedo, já que têm muito mais facilidade para contribuir para a Previdência, criando casos absurdos e indefensáveis, como o fato de o presidente Michel Temer ter se aposentado como promotor público aos 55 anos de idade.

Não nos enganemos; ir contra a reforma da Previdência é também defender que um funcionário público continue recebendo em média três vezes mais do que um trabalhador regular (Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados), e que a média de aposentadoria no Judiciário, de 25.700 reais, não seja alterada. Dinheiro esse que poderia ser revertido para outras áreas fundamentais, nas quais o investimento governamental é raquítico, como por exemplo saneamento básico, saúde e educação.

Além disso, o Brasil já gasta uma porcentagem maior do PIB em Previdência do que a média da OCDE, mesmo sendo um país relativamente jovem. Com o envelhecimento do país, que ocorre a passos largos, segundo o IBGE, os improcedentes 13% do PIB gastos pelo Brasil só tendem a aumentar. Não obstante, o número proporcional de pessoas economicamente ativas tende a diminuir. Ou seja, enquanto a expectativa de vida só aumenta e a população em geral só envelhece, parece razoável aos professores que as regras se mantenham as mesmas.

Ao dificultar a aposentadoria por tempo de contribuição, a Reforma Previdenciária contribui para a diminuição da desigualdade no Brasil, visto que, no geral, quem se aposenta antes dos 65 anos são os mais ricos, em decorrência da dificuldade dos mais pobres de serem empregados com carteira assinada de maneira regular. Segundo o DataPrev, o valor médio concedido por tempo de contribuição é de mais de 2 salários mínimos, enquanto o concedido por idade supera por pouco a faixa de 1 salário mínimo.

A posição defendida pelos professores falha em apresentar embasamento técnico e econômico. Defender políticas públicas pautadas em ideais de “justiça” e “defesa dos mais pobres” é meio caminho andado para a irresponsabilidade fiscal. Essa irresponsabilidade fiscal, muito presente nos governos da ex-presidente Dilma, gera inflação, que pune majoritariamente os menos favorecidos.

Em conclusão, parece evidente que, apesar das mudanças propostas apresentarem vários defeitos de origem, forma e conteúdo, as reformas em curso conduzidas pelo atual governo estão em geral no caminho correto de um arcabouço regulatório e legal mais moderno que reduz burocracias, fomenta crescimento e principalmente elimina privilégios construídos ao longo de décadas e que são, além de injustos, completamente insustentáveis do ponto de vista das finanças públicas.”

Trump faz a maior redução de impostos da história dos EUA

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O governo de Donald Trump lançou nesta quarta-feira uma ambiciosa reforma fiscal com um grande corte de impostos a empresas e pessoas físicas e que o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, considerou como a maior da história dos Estados Unidos.

O plano se propõe revisar todo o sistema fiscal do país, mas o grande destaque é a redução de 35% para 15% os impostos para as empresas, um corte de 20 pontos percentuais que pode ter efeitos diretos no déficit federal.

Em entrevista coletiva na Casa Branca, Mnuchin garantiu que o plano não terá efeitos negativos e que, pelo contrário, impulsionará a criação de novos empregos, gerando uma maior arrecadação fiscal.

“Isso será pago com crescimento, e com menos redução de índole diversa e com o fechamento de fissuras nas normas”, disse Mnuchin na Casa Branca.

O novo sistema reduzirá de 7 para somente 3 as faixas de tributação para as pessoas.

Um documento da Casa Branca diz que o plano também inclui previsões para uma taxa única para repatriar “trilhões de dólares que são mantidos no exterior”.

Os detalhes do plano ainda deverão ser negociados com o Congresso, mas Mnuchin adiantou que há conceitos fundamentais que “não são negociáveis”.

“O ponto central é que queremos tornar competitivos os impostos às empresas, trazer bilhões de dólares para criar empregos, simplificar as declarações individuais e reduzir a carga tributária. Esses princípios fundamentais não são negociáveis”, disse.

Mnuchin disse que o governo espera que a proposta, que sofre resistência inclusive de parlamentares republicanos, seja aprovada o mais rápido possível pelo Congresso, mas não adiantou um cronograma.

No Congresso, a iniciativa cairá nas mãos de um corpo de legisladores divididos entre a ideia de reduzir impostos e as preocupações com o crescente déficit público.

“Estamos trabalhando para fazer isso rapidamente”, disse Mnuchin, que acrescentou que “é parte do impacto pelos primeiros 100 dias” do novo governo.

Segundo analistas um corte de 20 pontos percentuais na carga tributária das empresas pode significar 2 trilhões de dólares adicionais de déficit em apenas uma década.

Entre outubro de 2016 e março deste ano, o déficit americano chegou a 526,8 bilhões de dólares.

Analistas econômicos afirmam, no entanto, que a ideia de um crescimento do emprego mediante cortes de impostos às empresas não se apoia em experiências prévias.

Para o especialista Douglas Holtz-Eakin, essa ideia é uma ilusão. “Nunca houve qualquer análise verossímil que indique que isso seja possível”, disse à AFP.

Esse corte de impostos poderia ser válido por 10 anos, mas Mnuchin disse que prefere que se torne permanente. “Se o temos por 10 anos, já é melhor do que nada. Mas eu gostaria da sua permanência”, acrescentou.

Mnuchin assegurou que a redução tributária será destinada em primeiro lugar às pequenas empresas. “Não haverá fissuras na norma que permita aos mais ricos, que deveriam pagar impostos mais altos, pagar 15%”, afirmou.

O líder do partido Democrata no Senado, Chuck Schumer, adiantou que a ideia encontrará resistência na oposição.

“Tratando-se de um enorme corte de impostos para os mais ricos, isso não será apoiado pelos democratas”, adiantou.

Em geral, os republicanos são favoráveis à redução de impostos, mas uma parte deles, defensores do equilíbrio orçamentário, expressam preocupações sobre seu impacto nas contas públicas.

Mnuchin também apontou nesta quarta-feira que os especialistas do governo estão trabalhando para simplificar o processo como os americanos pagam seus impostos.

“Nosso objetivo é simplificar as taxas. Acho que a maioria dos americanos deve ser capaz de apresentar sua declaração de impostos em um formulário do tamanho de um cartão postal”, expressou.

Na Casa Branca, o principal assessor econômico de Trump, Gary Cohn, disse que todo ano os americanos gastão “milhões de horas” tentando preencher suas declarações de impostos, para as quais há, atualmente, 199 formulários diferentes.
Fonte: Isto É Dinheiro

Confira quem vai aderir à paralisação e deixar você na mão na sexta-feira

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A greve geral convocada por movimentos sindicais para a próxima sexta-feira, dia 28, vai afetar diversos serviços no país, entre eles, os de transporte, saúde, educação e atendimento bancário.  Confira as categorias mobilizadas:

 

METROVIÁRIOS

O sindicato da categoria aprovou a greve geral na sexta-feira, 28; profissionais prometem paralisação de 100% do efetivo dos trens.

AEROVIÁRIOS

Aeroviários dos principais aeroportos devem parar suas atividades nesta sexta-feira em adesão à greve geral provocada pelas centrais sindicais.

PROFESSORES DO ESTADO DE SP

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo são contrários à reforma da Previdência e à terceirização, e vão paralisar suas atividades na sexta-feira, 28.

METALÚRGICOS DO ABC

Em assembleia realizada nesta segunda-feira, 24, em São Bernardo, a categoria aprovou a mobilização para a greve geral na sexta-feira, 28. Os trabalhadores são contra as reformas da Previ­dência, Trabalhista e a Lei de Terceirização. “A intenção do governo com esse discurso de déficit na Previdência é empurrar todos os trabalhadores para a previdência privada”, alertou Aroaldo Oliveira, vice-presidente do sindicato.

BANCÁRIOS

Bancários de todos o Estado de SP irão paralisar suas atividades na sexta-feira, 28

MOTOBOYS

O presidente do sindicato dos motoboys do Estado de São Paulo convocou toda a categoria para uma paralisação no dia 28 “contra o pacote de maldades” do governo federal

PETROLEIROS

A direção do Sindipetro Bahia convoca a categoria petroleira para cruzar os braços contra o desmonte do sistema Petrobrás e as reformas trabalhista e previdenciária e participar do ato de sexta, 28

PROFISSIONAIS DA SAÚDE

O sindicato da categoria no Paraná convocou todos os profissionais para paralisarem suas atividades na sexta-feira, 28

PROFESSORES DA REDE PRIVADA DE SÃO PAULO

Os sindicatos que integram a Federação dos Professores do Estado de São Paulo, e representam os professores, auxiliares e técnicos de ensino da rede privada, anunciaram que participarão da greve geral no dia 28 de abril. “Estamos unidos para barrar reformas lesivas aos trabalhadores, especialmente perversas aos professores, promovidas por um governo sem voto”, afirma Celso Napolitano, presidente da Federação.

FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS EM SP

O prefeito João Doria afirmou nesta terça-feira, 25, que a Prefeitura cortará o ponto de todos os servidores públicos que aderirem à paralisação nacional marcada para esta sexta-feira, 28. “Quem não trabalhar terá um dia a menos de salário”, disse nesta terça-feira, 25. De acordo com o secretário municipal da Comunicação, Fábio Santos, a decisão deve se estender a toda a gestão municipal, inclusive professores de escolas municipais e servidores de órgãos públicos.

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