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FHC a respeito de Lula: “Não tenho opinião sobre o assunto”. O fenômeno de um país sem direita- Editorial

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Um dos motivos pelos quais gosto de acompanhar o pensamento de Stephen Kanitz é pela sua capacidade de selecionar o que é mais importante nesse mar de informações que estamos mergulhados. Como jornalista, aprendo com o administrador que, tão importante quanto não perder a continuação das histórias, é administrar essa quantidade imensa de notícias que nasce a cada hora.

E uma das notícias mais relevantes da semana, destacada por Kanitz,  foi a declaração de Fernando Henrique Cardoso sobre a denúncia feita pelos procuradores da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Fico apenas como espectador, não tenho opinião sobre o assunto”.

A chocante declaração de FHC, em um almoço com a imprensa, ao lado de Aécio Neves, nos leva a uma pergunta: mesmo com os brasileiros indignados, por que os partidos de direita e conservadores do Brasil não fazem uma oposição mais efetiva ao escárnio da esquerda, diante do roubo ostensivo às nossas instituições?

Naturalmente, todos já temos uma clara ideia. Há um fenômeno único no Brasil de inexistência da direita. Todas as grandes democracias do mundo têm ao menos um partido conservador forte, como o PP espanhol, o Partido Republicano dos Estados Unidos, a UMP francesa e o PDL italiano. Não aqui.

Em seus longos anos de governos, o  PT arrastou consigo praticamente todos os partidos com algum peso. PSDB e DEM permaneceram na oposição mais por questões estratégicas do que programáticas.

As bandeiras do DEM ainda se limitam à defesa do “liberalismo moderno”. Eles não conseguem discutir as pautas dos partidos conservadores, como o casamento gay, o aborto e a liberação de drogas.

Vozes isoladas como os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO)  e Magno Malta (ER-ES) se alinham a bandeiras clássicas do conservadorismo, como a defesa da livre iniciativa, a não-interferência do estado na vida do cidadão e oposição à legalização do aborto. Mas não se assumem como direitistas.

E sobre  a infame e obscura declaração de FHC, podemos buscar uma luz no Pacto de Princenton, firmado em 1993 entre Lula e FHC, quando um representava o Foro de S. Paulo e outro, o Diálogo Interamericano, ambos socialistas. Assunto, inclusive, que a imprensa brasileira precisa retomar e a geração atual precisa pesquisar.

Na verdade, o que vemos hoje, como observou o jornalista Gabriel Castro, é que o discurso adotado pelos partidos políticos pouco se diferencia: todos usam termos como “justiça social”, “distribuição de riqueza”, “igualdade”. Obviamente, ninguém é contra essas bandeiras, mas o linguajar denuncia que todos, por razões diversas, adotam um vocabulário de esquerda. Expressões como “livre iniciativa”, “responsabilidade individual” e “valores morais” raramente são ouvidas pelos corredores do Congresso ou do Palácio do Planalto. As palavras “social” e “trabalhista” e “socialista” aparecem na maioria dos nomes das legendas.

Portanto, há um espaço aberto para a atuação de uma verdadeira oposição no Brasil. Uma oposição conservadora que explique, de forma didática à população, que é possível resolver problemas por meio do voluntarismo, da responsabilidade própria, da família, dos amigos e da igreja, e não por meio de um governo monolítico que miraculosamente fará com que o indivíduo passe a cuidar de si próprio e se torne uma pessoa melhor.

 

Elisa Robson é jornalista e administradora da página  República de Curitiba

 

 

 

 

 

 

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Janot arquiva denúncias contra Renan. Ah, se Dallagnol não faz um estardalhaço – Editorial

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17.09.2016

Imagine se o  nosso notável Procurador da República, Deltan Dallagnol, estivesse trabalhando com sua equipe arduamente, como temos acompanhado, porém na mais absoluta discrição? Imagine se Dallagnol decide não chamar a imprensa, não expor para opinião pública todos os detalhes da sua investigação, não nos dar uma aula sobre porquê Lula é, sim, “o comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato”?

Em março deste ano, o juiz Sérgio Moro fez paralelos entre as operações Lava Jato e Mãos Limpas, que investigou o sistema de corrupção da Itália da década de 90, e convocou setores da sociedade a se engajar no combate à corrupção.

“A Justiça tem um papel nesses processos relativo à corrupção, mas ela, sozinha, não resolve. É preciso que as outras instituições operem. A sociedade civil precisa se mobilizar para cobrar, as empresas privadas precisam se auto-organizar para evitar pagamentos de corrupção”, disse Moro, que afirmou ser esse o motivo por ter aceitado fazer algumas palestras em empresas.

Assim como fez Dallagnol, e seus inimigos quase entraram em colapso, o  juiz deu o recado de que é necessário contar com o apoio da opinião pública para que a operação não pare.

Um dos exemplos mais recentes de paralização foi o pedido de arquivamento feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, de uma investigação sobre Renan Calheiros (PMDB-AL), que integra um dos nove inquéritos dos quais o peemedebista é alvo na Operação Lava Jato.

Nesse caso, Calheiros era investigado junto com o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), por supostamente ter sido beneficiado de acordo entre a Petrobras e sindicato de profissionais que conduzem os navios em portos. As investigações da Polícia Federal apontam que um ex-assessor do deputado recebeu R$ 3 milhões em sua conta em setembro de 2008, oriundos de um acordo entre a Petrobras e o sindicato. A suspeita no negócio surgiu na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que disse que Gomes era o representante de Renan Calheiros nas negociações.

Rapidamente, Janot pediu para arquivar as investigações contra Calheiros por sua participação em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Curiosamente, Aníbal Gomes foi denunciado pelos mesmos delitos.

Mais uma vez, conclui-se que Dallagnol fez tudo certo. Explicou didaticamente, falou com clareza, destacou o principal e mostrou o papel central de Lula no maior esquema de corrupção já descoberto no país.

Assim, como há mais de 20 anos a operação Mãos Limpas pôs de cabeça para baixo a política italiana, a Lava Jato está sacudindo o Brasil, com direito à estardalhaço, sim. Veja o que aconteceu na Itália.

Os dois partidos mais envolvidos no esquema de corrupção italiano, o Socialista e a Democracia Cristã, desapareceram da cena política. A Operação Mãos Limpas durou dois anos, de 1992 a 1994 e levou a 1,3 mil condenações.

Infelizmente, com o enfraquecimento do apoio da opinião pública,  os magistrados pagaram um preço alto. Antonio Di Pietro e a sua equipe foram alvos de difamação e afastados. Hoje, Di Pietro é reconhecido por ter criado técnicas de investigação e muitas expressões que agora estão nos livros jurídicos.

Não muito tempo depois, quando Silvio Berlusconi virou o primeiro-ministro, ele criou leis que enfraqueceram o judiciário e a corrupção voltou a crescer na Itália. Berlusconi se apoiou na política para se defender das Mãos Limpas.

Apesar de tudo, a corrupção generalizada que existia antes no país foi combatida pela  operação de Di Pietro.

Sabendo disso, vamos acreditar que os brasileiros poderão fazer melhor e proteger os seus bravos combatentes da Operação Lava Jato. E, se depender da República de Curitiba, vamos fazer barulho e defender os nosso guerreiros em alto e bom som.

Elisa Robson é jornalista e administradora da República de Curitiba.

Lula declara patrimônio de R$ 8,8 milhões. Valor foi ganho com palestras, dizem advogados

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O patrimônio pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu 360% depois do final do segundo mandato do petista. O aumento leva em consideração a variação dos valores nominais declarados por Lula ao Fisco.  Os bens do ex-presidente somavam R$ 1,9 mi no final de dezembro de 2010, valor que saltou R$ 8,8 mi em 2015. Nos documentos entregues por Lula à Receita Federal, o crescimento patrimonial é atribuído à empresa de palestras L.I.L.S. A firma teria gerado R$ 8,5 mi ao petista por mais de 70 palestras concedidas no Brasil e em outros países.

 

 

 

Fonte: Folha de S. Paulo. (Recomendamos a visita na página: http://www1.folha.uol.com.br/paywall/signup.shtml?http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/09/1813766-patrimonio-de-lula-cresceu-360-desde-o-fim-do-segundo-mandato.shtml)

Segunda-feira será publicada decisão de Moro sobre denúncia contra Lula

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A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está com o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal, em Curitiba. Moro tem até cinco dias para decidir se acata a denúncia dos procuradores que integram a força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato. A assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná informou que o despacho com a decisão deverá ser publicado na próxima segunda-feira (19).

Caso a denúncia seja acolhida por Moro, Lula se tornará réu no processo, bem como os outros denunciados: a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia da Silva; o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto; o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro; e quatro pessoas ligadas à empreiteira, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira.

É a primeira vez que o ex-presidente é denunciado à Justiça Federal no âmbito da Lava Jato.

Denúncia

Apesar de o MPF acusar o ex-presidente de chefiar o esquema de corrupção identificado na Lava Jato, Lula não está sendo denunciado por formação de quadrilha. Os 13 procuradores da República que assinam o texto afirmam que a denúncia é por corrupção e lavagem de dinheiro.

O capítulo que trata disso ocupa mais de 40 das 149 páginas do documento. Nesse trecho, os procuradores dizem que o governo de Lula foi viável apenas por meio de “um esquema criminoso” envolvendo a compra de parlamentares com propina e distribuição de cargos públicos. De acordo com o texto, as irregularidades apontadas no mensalão e pela Lava Jato são “faces da mesma moeda” e têm como vértice o ex-presidente.

Em outras 40 páginas, os procuradores detalham as acusações direcionadas a Lula, Léo Pinheiro e Agenor Medeiros pelo crime de corrupção. Eles afirmam que o ex-presidente agiu de modo a facilitar contratos entre a Petrobras e os consórcios Conpar e Conest, dos quais a OAS fazia parte, para a realização de obras nas refinarias Repar e Rnest entre 2006 e 2012. Segundo a denúncia, o  consórcio garantiu o contrato com o pagamento de propina a diversos beneficiários, inclusive o ex-presidente.

O segundo crime denunciado pelo MPF, lavagem de dinheiro, ocupa quase 50 páginas do documento e está dividido em dois momentos. O primeiro trata do triplex no Condomínio Solaris, em Guarujá, no litoral paulista. Os procuradores afirmam que o imóvel foi adquirido, reformado e decorado pela OAS em benefício de Lula e de Marisa, como compensação pela atuação do ex-presidente no esquema da Petrobras. Além de Lula e da esposa, foram denunciados nessa etapa Léo Pinheiro, Paulo Gordilho e Fábio Yonamine.

Na denúncia por lavagem de dinheiro, os procuradores afirmam também que Lula recebia vantagens indevidas da OAS por meio de um contrato para armazenagem de bens pessoais do petista. Conforme o texto, a empreiteira fez pagamentos mensais por cinco anos à empresa Granero Transportes para que esta guardasse objetos pessoais do ex-presidente, depois que ele se mudou do Palácio da Alvorada. Essa parte da denúncia também inclui Paulo Okamotto e Léo Pinheiro.

Requerimentos

Os 13 procuradores que assinam o documento não pedem a prisão de Lula ou de qualquer outro denunciado. Deltan Dallagnol, líder da força-tarefa que produziu a denúncia, disse ontem que essa prática é um “padrão” para “não antecipar juízos ou avaliações”.

Os autores da denúncia pedem, no entanto, que o juiz Sérgio Moro ordene o ressarcimento de danos à Petrobras por parte do ex-presidente, na ordem de R$ 87,6 milhões. O texto também solicita que se implique aos denunciados a “perda, em favor da União, de todos os bens, direitos e valores relacionados, direta ou indiretamente, à prática dos crimes”.

Os procuradores indicaram, ainda, uma lista com 27 testemunhas para serem ouvidas, caso a denúncia seja acatada na Justiça Federal.

 

Fonte: EBC

Lula reconhece que está abaixo de Jesus no quesito honestidade. Mas só de Jesus

 

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Em seu primeiro pronunciamento após ter sido denunciado pelo Ministério Público por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta quinta-feira os procuradores a provar que ele cometeu atos de corrupção. O petista disse que, se ficar provado, ele se entregará à Justiça. Lula chorou em três momentos ao longo da entrevista, que durou mais de uma hora, e se disse “orgulhoso em saber que a perseguição (a ele) é por causa das coisas boas que eu (Lula) fiz”.

O petista se comparou a Jesus Cristo e disse que somente este ganha dele no Brasil em termos de popularidade.

— Eu estou falando como cidadão indignado. Eu tenho história pública conhecida. Só Jesus Cristo ganha de mim no Brasil, disse sobre sua honestidade. E acrescentou que ninguém está acima dele no país. Nem o ex-presidente, nem o procurador-geral, nem delegado, nem alguém da suprema corte.

 

Disponível a brilhante apresentação de Dallagnol. Todos os detalhes da denúncia contra Lula

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Com muitos detalhes, o procurador Deltan Dallagnol descreveu, em 84 slides, a denúncia do Ministério Público conta o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ontem, em uma coletiva de imprensa. Segundo ele, que é coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Lula foi o “comandante máximo do esquema de corrupção” na Petrobras.

O material está claro e tem todas as informações estruturadas. Dados, textos, tabelas e gráficos foram cuidadosamente organizados para uma compreensão passo a passo do trabalho de investigação dos procuradores.

Clique no link abaixo:

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Editorial – Deltan Dallagnol: o soldado na linha de frente de batalha

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15.09.206

Em uma guerra, não há posição segura, mas a pior de todas é a linha de frente. Nessa posição, o soldado precisa estar preparado para lutar até o último suspiro, sem vacilar perante o inimigo. Ele recebe instruções militares claras sobre isto. Não deve, de forma nenhuma, deixar-se capturar e compreender bem que a munição que carrega é, para o adversário, um tesouro de caça precioso. Se o soldado cair nas mãos  do  inimigo, ele  será desumanamente tratado.

O procurador Deltan Dallagnol, ao apresentar a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente Lula, em uma coletiva de imprensa ontem, agiu como um verdadeiro soldado na linha de frente de batalha. A batalha que ele deixou claro, ao longo de todo o seu trabalho, era contra o inimigo chamado “corrupção”. Nas suas palavras:

“O crime de corrupção não é exclusividade de um determinado partido ou governo. A impunidade é um dos principais fatores de estímulo a este tipo de prática. Corrupção no Brasil é histórica, endêmica, sistemática e se arrasta ao longo das últimas décadas.”

Suas declarações revelam também a sua diferença e explica o seu destaque: ele encara esse mal de forma destemida. Como um soldado corajoso, ele se expõe.  Mas também carrega consigo o armamento necessário.

Analisando detalhadamente a sua apresenção, com os 84 slides, Dallagnol deixou claro para as forças opostas: ele e sua equipe têm uma estratégia refinada, muito bem articulada e pensada para vencer esta guerra.

Mais do que um recado, sua atuação  foi contundente diante de um país atento a cada palavra proferida.  Ele mostrou passo a passo o caminho percorrido pelo comandante do maior esquema de corrupção do Brasil: Luís Inácio Lula da Silva.  E denominou de “propinocracia” o governo petista por ter financiado nada menos que R$ 6,2 bilhões pagos para induzir pessoas a praticar atos ilícitos contra os cofres públicos.

***

Uma das cenas mais comoventes do cinema aparece no filme O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg. O capitão Miller, interpretado por Tom Hanks,  está morrendo numa ponte. A sua mão direita treme e os seus olhos estão sem expressão quando o soldado Ryan (Matt Damon) se curva para ouvir as sua últimas palavras: ” Faça por merecer isso”. A câmera mostra Ryan tentando entender o que Miller quis dizer.

Depois, vemos um corte que mostra o rosto de Ryan com mais de 70 anos e ele está com a família diante do túmulo do capitão Miller. Os seus olhos se enchem de lágrimas à medida que ele se lembra das palavras profundas do capitão. Ao levantar  os olhos do túmulo, Ryan se vira para sua esposa e pergunta: “Eu consegui? Levei uma boa vida? Fui um bom homem?” Sua esposa responde: “Sim, você foi.”

Na ordem sussurrada pelo capitão, “Faça por merecer isso”,  reside uma das verdades primordiais da natureza masculina: o impulso para provar o seu valor contra todas as feridas, dificuldades e desafios. O jovem Dallagnol, como o soldado Ryan, não tem somente esse impulso, como está se deixando mover por ele, para a sorte de toda uma nação.  Não se acovardou em um dos momentos mais críticos dessa guerra. E certamente ouvirá da sua esposa, quando já tiver muita idade: “Você conseguiu. Foi um bom homem”

 

Elisa Robson é jornalista e administradora da página República de Curitiba

Editorial: General, maestro e comandante da corrupção. Os títulos do MPF dados a Lula

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Foi de lavar a alma. O excelente resultado das investigações realizadas pelo Ministério Público Federal, e apresentadas na tarde desta quarta-feira (14), fez com que o Brasil inteiro vivesse um dos momentos mais importantes da sua história. Com uma competência acima da média, os profissionais do MPF, na liderança do coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, apresentaram provas contra o ex-presidente Lula e o acusaram de ser o “comandante máximo do esquema de corrupção” identificado na Petrobrás e em outros órgãos federais durante seu governo, que foi classificado como “propinocracia”.

O procurador Dallagnol afirmou que a propinocracia se caracterizou no governo do petista por três “grandes propósitos”: governabilidade corrompida, perpetuação criminosa do PT no poder e enriquecimento ilícito de agentes públicos.

— Hoje o MPF acusa o sr. Luiz Inácio Lula da Silva como o comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava-Jato — disse Dallagnol, que também se referiu ao ex-presidente como “maestro da orquestra concatenada para saquear os cofres da Petrobras e outros órgãos públicos” e “grande general do esquema de corrupção” descoberto durante as investigações.

De acordo com Dallagnol, Lula recebeu R$ 3,7 milhões em propina da empreiteira OAS, uma das beneficiárias do esquema de corrupção na Petrobras, aplicados em um apartamento no Guarujá (SP) — que Lula devolveu depois que o caso veio à tona na imprensa — e no armazenamento de itens do ex-presidente depois que ele deixou o Planalto.

Para embasar a denúncia, o procurador citou o poder de decisão do ex-presidente para nomear postos de alto escalão, sua proximidade com pessoas acusadas na Lava-Jato e com o PT, além do depoimento de políticos que relataram o conhecimento de Lula sobre o esquema de corrupção. Entre eles estão o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) e Pedro Corrêa (PP).

Com a atuação brilhante desses jovens guerreiros do MPF, o Brasil volta a acreditar na justiça e agradecerá se a alta corte do país não interfir no comando da República de Curitiba. Registramos aqui nosso agradecimento imenso a todos os que estão trabalhando com afinco para limpar o país deste câncer chamado corrupção.

“A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado.”  Theodore Roosevelt

 

Elisa Robson, jornalista administradora da página República de Curitiba

“Chegamos ao topo da hierarquia dessa organização criminosa”, diz Dallagnol sobre Lula

 

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Em entrevista coletiva para detalhar a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que o MPF identificou Lula como “o comandante máximo do esquema identificado na Operação Lava Jato”. “Chegamos ao topo da hierarquia dessa organização criminosa”, afirmou, que classificou o esquema de “propinocracia”.

A Operação Lava Jato denunciou formalmente nesta quarta-feira (14) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-primeira dama Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS; Fabio Hori Yonamine, ex-presidente da OAS Investimentos e os funcionários da OAS Roberto Moreira Ferreira e Paulo Roberto Valente Gordilho.

Os valores das vantagens indevidas somariam mais de R$ 3 milhões. Leo Pinheiro e Lula são acusados de corrupção ativa, passiva e lavagem dinheiro. Apenas em lavagem de dinheiro,  o ex-presidente teria recebido R$ 3,8 milhões. O MPF pede o confisco de valores de R$ 87 milhões.

Lula é denunciado na Lava Jato por caso de tríplex no Guarujá

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Ex-primeira dama Marisa Letícia, Paulo Okamotto e Léo Pinheiro também foram denunciados

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia formal nesta quarta-feira (14) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ex-primeira dama Marisa Letícia. Além deles, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o empresário Léo Pinheiro, da OAS, também foram denunciados. Todos são investigados no caso do tríplex do Guarujá, no Litoral paulista.

Lula teria recebido “benesses” da empreiteira OAS – uma das líderes do cartel que pagava propinas na Petrobras – em obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris. O prédio foi construído pela Bancoop (cooperativa habitacional do sindicato dos bancários), que teve como presidente o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto – preso desde abril de 2015. O imóvel foi adquirido pela OAS e recebeu benfeitorias da empreiteira.

Os procuradores da Lava Jato acusam na Justiça Lula de ser o verdadeiro dono do tríplex que estava em reforma – a defesa do petista nega taxativamente.

No último mês, a Polícia Federal indiciou Lula, a ex-primeira dama Marisa Letícia, o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, e um engenheiro da empreiteira que participou da reforma do imóvel. No indiciamento, o delegado Márcio Adriano Anselmo, afirmou que “(Lula) recebeu vantagem indevida por parte de José Aldemário Pinheiro e Paulo Gordilho, presidente e engenheiro da OAS, consistente na realização de reformas no apartamento 174”. O imóvel recebeu obras avaliadas em R$ 777 mil, móveis no total de R$ 320 mil e eletrodomésticos no valor de R$ 19 mil – totalizando R$ 1,1 milhão.

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